Apesar de queda no taxa de ocupação de leitos UTI covid-19, médias móveis de óbitos e casos confirmados da região são as maiores do ano
Da região
Publicado em 14/01/2021, às 15h58 - Atualizado às 16h21
O governo paulista anunciou nesta quarta, 13, em entrevista coletiva, que vai antecipar a próxima reclassificação do Plano São Paulo de retomada da economia. A reclassificação, inicialmente prevista para dia 5 de fevereiro, foi adiantada em duas semanas para esta sexta-feira, 15.
No momento, o estado de São Paulo segue com tendência de alta nas contaminações pela covid-19, o que tem provocado piora nos índices de ocupação de leitos de UTI. A taxa de ocupação das UTIs covid-19 desta terça-feira é de 66,9%. Tais altas, segundo o governo estadual, estão entre os motivos do adiantamento da reclassificação.
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Covid-19 está em alta na região da Baixada Santista
Segundo números do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVI) do governo estadual, a taxa de ocupação dos leitos covid na Baixada Santista apresenta queda desde 20 de dezembro, quando atingiu o número de 56,14% dos leitos ocupados, caindo gradativamente para 43,27% nesta quarta-feira, data do número mais atual do órgão.
Apesar da estabilidade do número de ocupação de leitos, os casos confirmados e óbitos em decorrência da covid-19 apresentam tendência de alta, quando outros fatores são considerados.
Nesta quarta-feira, 13, a Baixada Santista registrou o maior número de casos confirmados e mortes do ano. Foram 522 casos, o que elevou a média móvel para 351, um patamar 29% superior do que há 14 dias, quando a média móvel era de 271. Na mesma data, foram confirmadas 29 mortes na região. Com isso, a média móvel de mortes subiu para onze. Há 14 dias a média móvel era de oito óbitos, o aumento é de 37%.
Aglomerações e movimentação
Há duas semanas, na virada de ano, foram registras aglomerações em diversas regiões, sobretudo em Praia Grande, que não interditou as praias. A cidade teve mais movimentação na virada do ano do que no carnaval de 2020, quando ainda não havia pandemia.
Na ocasião, a região também não seguiu a fase vermelha temporária determinada pelo governo estadual, preferindo adotar medidas alternativas como interdição de faixas de areia e instituição de barreiras sanitárias nas cidades.
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