Petroleiros do litoral de SP aderem à greve nacional a partir desta segunda (15)

Paralisação por tempo indeterminado foi aprovada por unanimidade na região e tem como principal pauta o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT)

Rodrigo Florentino
Publicado em 15/12/2025, às 09h09

Em nota, a Petrobras disse manter canal permanente de diálogo com as entidades sindicais - Fernando Frazão/Agência Brasil


Os petroleiros do litoral paulista aderiram à greve nacional de funcionários do Sistema Petrobras, que começou nesta segunda-feira (15). A paralisação, com tempo indeterminado, na região teve 100% de aprovação em assembleia do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (SindiPetro-LP).

Segundo informações do SindiPetro-LP, a greve ocorre devido a entraves na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A terceira proposta da Petrobras é de 0,5% de ganho real, calculado sobre a remuneração mínima.

Ainda de acordo com a entidade, a proposta da Petrobras é “insuficiente, provocativa e completamente distante das necessidades reais da categoria”.



Outras reivindicações envolvem o fim dos PEDs da Petros, demandas específicas dos embarcados, reconhecimento do regime 14x21, isonomia alimentar, fim do banco de horas, valorização do salário básico, regras mais claras de teletrabalho e “respeito aos trabalhadores e trabalhadoras do regime especial, da área industrial, administrativa, offshore e aos contratados”.

Outro ponto que gerou revolta entre os petroleiros é a manutenção e ampliação das cobranças da Associação Petrobras de Saúde (APS). Segundo a categoria, esse modelo seria “mais um ataque direto ao salário e à saúde dos trabalhadores e aposentados”, por transferir de forma permanente os custos da assistência médica para os beneficiários, com cobranças acumuladas desde 2024, sem contrapartida proporcional na melhoria do atendimento.

Posicionamento

Em nota enviada à Agência Brasil, a Petrobras afirmou que mantém canal permanente de diálogo com as entidades sindicais e participa de reuniões regulares para tratar da pauta de reivindicações.



A estatal informou ainda que apresentou, na semana passada, nova proposta com avanços para a categoria e destacou que respeita o direito de manifestação dos empregados. Segundo a empresa, medidas de contingência poderão ser adotadas, se necessário, para assegurar a continuidade das atividades.

Para mais conteúdos:



Leia também

Santos define regras para mesas e cadeiras de ambulantes na praia; veja decreto


Locomotiva de Natal iluminada transforma Parque Valongo em atração festiva