mayumi
Publicado em 12/11/2017, às 08h31 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h14
Pacientes de doenças crônicas que não podem se locomover até uma Unidade Básica de Saúde são atendidos em casa pelo programa Melhor em Casa, do governo federal. Em Bertioga, a prefeitura informou estar aprimorando o atendimento e espera passar de 37 atendidos para 60.
Segundo a diretora de Saúde do município, Simone Papaiz, o intuito do programa é oferecer assistência no domicílio do paciente que pode receber cuidados em seu lar, e diminuir o tempo de internação do paciente, o que trará oferta maior do número de leitos hospitalares. Disse ela: “Pacientes com cirurgias ortopédicas ou cirurgias de grande porte após a alta podem ser acompanhados na residência”.
O programa atende pacientes crônicos, como os atingidos por Acidente Vascular Cerebral (AVC), doenças degenerativas, oncológicos etc. Os assistidos pelo Melhor em Casa podem apresentar melhora e sair do programa de assistência ou continuar recebendo cuidados se o quadro clínico não regredir.
Para inclusão no Melhor em Casa, o critério é ser paciente acamado que não pode se locomover até uma Unidade de Saúde. Segundo a enfermeira responsável pelo trabalho, Helen Adriana Alves de Oliveira, as famílias que têm parentes nessas condições podem procurar a equipe do Programa, que fica no CEME (Praça Vicente Molinari, s/nº, Centro) ou ligar no (13) 3317-4367, para orientação e esclarecimentos. Ela explica: “Seguimos alguns critérios pré-estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Por exemplo, o paciente tem obrigatoriamente, que ter um cuidador, como um familiar, que siga as orientações e faça os cuidados quando a equipe não estiver presente”. Entre as ações realizadas pela equipe médica estão orientações sobre cuidados, banho, locomoção e mudança de posição na cama.
Na cidade, o programa é composto por uma Equipe Multidisciplinar de Atenção Domiciliar (EMAD), composta por dois médicos, um enfermeiro, três técnicos de enfermagem e um assistente social. Caso haja necessidade, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo se unem à equipe para atendimento aos pacientes.
De acordo com a prefeitura, o Melhor em Casa já existia no município, mas não possuía equipe mínima.
Foto: Diego Bachiega