Operação resulta na prisão de 16 palmiteiros no Parque Serra do Mar

Foram elaborados 42 Autos de Infração Ambiental (AIAs) ao todo, três para cada palmiteiro

Marina Aguiar
Publicado em 22/02/2018, às 11h13 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h29

Acusados estão envolvidos em outros crimes, como estupro e homicídio, e possuem antecedentes por crimes ambientais - Imagem Ilustrativa


A Fundação Florestal e a Polícia Militar Ambiental surpreenderam uma quadrilha ligada à extração de palmito no Núcleo Santa Virgínia do Parque Estadual Serra do Mar, em São Luiz do Paraitinga entre terça- e quarta-feira, 20 e 21. Na operação, foram presos 16 integrantes da quadrilha e apreendidos celulares, facões, machados e veículos. O acampamento utilizado pela quadrilha foi destruído pela equipe de fiscalização. 

A operação teve início na manhã desta terça-feira, 20, quando dois vigilantes do parque e dois policiais ambientais perceberam vestígios de que o grupo de criminosos havia adentrado a mata. Seguindo os vestígios, encontraram e renderam os palmiteiros até chegarem ao rancho onde estavam abrigados. Três deles fugiram e foram capturados posteriormente. O chefe da quadrilha foi preso tentando resgatar um suposto palmiteiro ferido. 

Já na delegacia, apurou-se que alguns deles estão envolvidos em outros crimes como estupro e homicídio. A maioria também possui antecedentes por crimes ambientais. Foram elaborados 42 Autos de Infração Ambiental (AIAs) ao todo, três para cada palmiteiro: por cortar espécies ameaçadas, por penetrar em Unidade de Conservação portando objetos para o corte de vegetação e pelos danos ambientais causados. Os criminosos foram enquadrados no artigo 40 da lei de crimes ambientais, que acarreta em reclusão sem direito a fiança, além de responderem por formação de quadrilha. Os responsáveis serão condenados a pagar multa de 40 mil reais e recuperar a área destruída. 



Segundo o gestor do PESM – Núcleo Santa Virgínia, João Paulo Villani, o sucesso da operação se deve ao monitoramento que vem sendo desenvolvido dentro do parque. “A Unidade de Conservação, em conjunto com a Policia Ambiental, vem no encalço dessa quadrilha desde 2016. Ao longo deste tempo, fomos seguindo vestígios, fazendo pequenas apreensões e no final de 2017, percebemos que era uma quadrilha com grandes ramificações. Passamos a monitorar o modus operandi dessa quadrilha, até que conseguimos chegar a este surpreendente resultado. Esperamos com isso, diminuir o corte ilegal que retirou inúmeras árvores de dentro do Parque, Zona de Amortecimento e Reservas Particulares da região nos dois últimos anos.”