Primeira versão da minuta foi apresentada em audiência pública na quarta-feira, 3
Da Redação
Publicado em 07/07/2019, às 07h20 - Atualizado em 23/08/2020, às 19h42
A primeira versão da minuta do novo Plano Diretor de Bertioga foi apresentada em audiência pública na noite da quarta-feira, 3, no Sesc-Bertioga. A população teve a oportunidade de fazer as últimas contribuições ao projeto nesta etapa. A expectativa é que a aprovação pelos vereadores ocorra até o fim do semestre.
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De acordo com a prefeitura, o próximo passo é enviar à Procuradoria Geral do Município para analisar o texto e o processo do Plano Diretor, que posteriormente serão encaminhados à Câmara. O texto completo pode ser conferido no site da prefeitura ou na Sala do Plano Diretor, no Paço Municipal (rua Luiz Pereira de Campos, 901, Centro).
Novo Plano DiretorO projeto está sendo discutido desde 2017 e a revisão está próxima de ser concluída. O atual governo reiniciou os trabalhos de revisão do PD resgatando importantes dados e contribuições dos cidadãos do processo anterior, realizado entre 2013 e 2015, sem ser aprovado.
Para a diretora de Planejamento Urbano do município, Giuliana Bizzarro, a diferença agora é a participação popular e a transparência. “A discussão do governo anterior queria alterar, além do PD, as leis de Uso e Ocupação do Solo e o Código de Obras, o que levantou entre a população o receio da verticalização da cidade. Dessa vez, estamos discutindo primeiro as diretrizes para o desenvolvimento da cidade, para a partir daí discutir cada lei especifica”, explica.
O Plano Diretor é definido no Estatuto da Cidade como o instrumento básico para orientar a política de desenvolvimento e de ordenamento da expansão urbana dos municípios. A legislação vigente é de 1998 e tem oito páginas e 45 artigos. Já a minuta da revisão tem 92 páginas e 273 artigos, contemplando muito mais necessidades da cidade, que tem outra realidade duas décadas depois do primeiro documento.
A partir da contribuição da população feita nas leituras comunitárias, rodas de conversas, oficinas e durante a “Semana do Plano Diretor”, uma empresa contratada pela prefeitura compilou as diretrizes que deverão orientar o novo Plano Diretor.
Segundo Bizzarro, analisando os resultados, a população se preocupa mais com quem vive na cidade, que tem renda mensal baixa e precisa morar, trabalhar, estudar e cuidar da saúde.
“Além de desenvolver e aprimorar o turismo, o comércio, os serviços e a construção civil, a população sente necessidade de diversificação da economia, com geração de emprego e renda em novos setores. Fica clara a preocupação dos moradores com o meio ambiente, pois esse é seu maior patrimônio. A população almeja um desenvolvimento sustentável”, diz.
Principais pontos tratadosPara a população que participou da discussão do Plano Diretor, a cidade deve focar em:
• Melhorias e implantação do saneamento básico;
• Fortalecimento da fiscalização de invasões, de obras, de posturas, das praias e fiscalização ambiental;
• Conscientização, limpeza, educação e preservação ambiental;
• Melhorias na infraestrutura, como pavimentação, iluminação pública, drenagem (combate a enchentes) e ampliação da malha cicloviária;
• Regularização fundiária;
• Exploração do potencial turístico, com formação e capacitação da mão de obra e turismo durante o ano todo;
• Incentivo ao ecoturismo,
• Exploração do potencial náutico;
• Descentralização dos equipamentos públicos e serviços, como Saúde, Segurança, Cultura, Esporte; e ampliação de equipamentos de lazer, como praças, parques e academias ao ar livre;
• Construção de teatro municipal;
• Geração de empregos e diversificação da economia,
• Capacitação da mão de obra;
• Incentivo a projetos e iniciativas locais;
• Estímulo a projetos de economia solidária;
• Estímulo a cooperativas (artesanato/ reciclagem/fabricação de bloquetes);
• Melhorias no transporte público;
• Adequada destinação dos resíduos sólidos;
• Utilizar os recursos naturais como características do município, inclusive na realização de obras;
• Incentivo à implantação de loteamentos populares e ampliação de ZEIS (Zonas de Especial Interesse Social);
• Gestão das praias;
• Melhorias na Saúde;
• Melhorias na Segurança;
• Ampliação das avenidas marginais;
• Planejamento estratégico do território;
• Inclusão social e pertencimento da população.