MPSP
Publicado em 10/04/2021, às 11h15 - Atualizado às 11h15
"É importante que os atletas tenham consciência de que são pessoas públicas", disse o procurador-geral de Justiça, Mario Sasrrubbo, na manhã desta sábado (10/4), em entrevista à Rádio Jovem Pan em que detalhou o acordo entre o MPSP e a Federação Paulista de Futebol para a retomada dos jogos no Estado. O PGJ ressaltou que, na condição de ídolos especialmente dos jovens, os jogadores precisam dar o exemplo, incentivando o isolamento social e o uso de máscaras para reduzir a difusão do coronavírus. Por isso, explicou Sarrubbo aos jornalistas Vítor Brown e Kallyna Sabino, um dos pontos negociados com a FPF ao longo das últimas quatro semanas foi justamente o engajamento dos clubes nas ações de comunicação com o objetivo de conter propagação da pandemia. "O futebol tem uma capilaridade muito grande", afirmou o PGJ.
Ele mencionou também a realização dos jogos só depois das 20 horas (quando, na fase vermelha do Plano São Paulo, há menos gente circulando e cai o risco de aglomerações), a permanência dos times em bolhas e a testagem nos dias das partidas como itens que fortalecem o protocolo para a continuação do campeonato. "Chegamos a um bom termo", declarou. Ele revelou que os clubes terão que providenciar testes não só para os jogadores e membros da comissão técnica, mas também para os prestadores de serviço que circulam nos centros de treinamento.
Questionado sobre a reabertura dos templos, o PGJ corrigiu a informação. "Os templos estão funcionando", esclareceu. O veto do governo, seguindo recomendação do MPSP, é para a realização de atividades religiosas coletivas. "Imaginemos uma missa em Aparecida", argumentou Sarrubbo, lembrando que a Basílica tem capacidade para mais de 30.000 pessoas. Segundo ele, mesmo que a ocupação da igreja fosse limitada a 25% disso, haveria a circulação de mais de 7.000 fiéis, algo não recomendável agora. "Ainda bem que o Brasil é um país muito ligado às religiões", disse o PGJ. "A fraternidade neste momento significa não aglomerar".
Fonte: MPSP