Os 200 empregados da Viação Bertioga podem paralisar as operações, por tempo indeterminado, devido a salários e cestas básicas atrasados
Da Redação
Publicado em 12/07/2019, às 07h42 - Atualizado em 23/08/2020, às 19h44
O transporte público coletivo de Bertioga poderá ser comprometido a partir de segunda-feira, 15. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Santos e Região informou que, caso a Viação Bertioga não pague ainda nesta sexta-feira, 12, os salários e as cestas básicas atrasados, os 200 funcionários, sendo 80 motoristas, entrarão em greve por tempo indeterminado.
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De acordo com o sindicato, a empresa deve, desde o dia 5, os salários e cestas básicas e, desde o dia 25 de junho, os vales-refeições, além de estar em débito com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), plano de saúde e férias.
O vice-presidente do sindicato, José Alberto Torres Simões ‘Betinho’, comentou que os atrasos “já se tornaram rotina” e lembrou que os funcionários da empresa quase entraram em greve no dia 17 de junho pelo mesmo motivo. Conforme apontou, a empresa pagou o que devia aos empregados nos dias 13 e 14, sendo que eles estavam sem receber os salários e a cestas-básicas desde 7 de junho, quinto dia útil do mês., e sem o vale-refeição desde 25 de maio. “Exatamente como agora”, reclamou.
Segundo informações do sindicato, o transporte coletivo urbano de Bertioga atende a 12 mil passageiros diariamente.
Lei de greveO secretário-geral do sindicato, Eronaldo José de Oliveira‘Ferrugem’, que presidiu a assembleia da categoria na segunda-feira, 8, revelou ter publicado o edital de aviso aos usuários e autoridades na quinta-feira, 11. “O sindicato faz tudo conforme a lei de greve (7783-1989) para não haver problema na Justiça do Trabalho”, detalhou.
A assembleia condicionou a suspensão da greve ao pagamento dos atrasados. Caso se concretize a paralisação, serão afetadas sete linhas municipais, com 27 ônibus, além dos 25 veículos do transporte escolar.