MPSP
Publicado em 06/10/2020, às 10h45 - Atualizado às 10h45
Menos de uma semana depois da deflagração da Operação Raio X, cujo objetivo era desarticular um grupo que desviava recursos públicos de equipamentos de saúde geridos por organizações sociais, o Ministério Público de São Paulo denunciou, nesta segunda-feira (5/10), cerca de 70 pessoas pela prática dos crimes de organização criminosa, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e fraude à licitação, atribuindo a cada um dos denunciados o tipo penal caracterizado por sua atuação.
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e os promotores de Justiça de Birigui e de Penápolis, havia superfaturamento e até mesmo a cobrança por serviços que nem eram realizados mediante a emissão de notas frias. Na semana passada, várias pessoas foram presas. Nas denúncias, o MPSP pede a conversão das prisões temporárias em preventivas, bem como o perdimento de bens obtidos pelos denunciados em favor do pode público.
A investigação, conduzida pelo MPSP e pela Polícia Civil há dois anos, reuniu dados sobre movimentação financeira e interceptações telefônicas sobre a materialidade e a autoria dos crimes. O modus operandi da organização criminosa vem sendo adotado em inúmeros município de São Paulo e de outros Estados.
Fonte: MPSP