Mais de 27 mil caem na malha fina na Baixada Santista; veja como resolver

Retenção atingiu 5% das declarações entregues na região, em 2026; Receita Federal alerta que a correção espontânea evita multas que podem chegar a 225%

Redação
Publicado em 29/06/2026, às 13h45

Consulta da situação e envio da declaração retificadora devem ser feitos pelo portal e-CAC ou aplicativo Meu Imposto de Renda - Marcelo Camargo/Agência Brasil


Na Baixada Santista, 27.184 contribuintes tiveram suas declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026 retidas na chamada "malha fina". O número representa 5% do total de 538.618 documentos entregues na região.

A retenção ocorre quando a Receita Federal identifica divergências entre os dados informados pelo cidadão e os repassados por bancos, empresas, clínicas e planos de saúde. Apesar do susto, especialistas destacam que a situação não indica, obrigatoriamente, uma irregularidade grave.

Segundo Rodolfo Lancha, especialista em tributação e sócio do Grupo MCR Contabilidade e Auditoria, o problema costuma envolver falhas simples de digitação ou omissão de dados. "Na maioria dos casos, a malha fina ocorre por divergências simples envolvendo informes de rendimento ou dados de dependentes", explica.



Muitas vezes, a retenção serve apenas para que o contribuinte comprove documentalmente alguma informação apresentada na declaração.

Como regularizar

O cidadão pode consultar o status da declaração por meio do portal e-CAC ou do aplicativo Meu Imposto de Renda. Para resolver a pendência, basta enviar uma declaração retificadora pelo próprio sistema, corrigindo as informações inconsistentes.

É importante agir rapidamente. Em grande maioria, o próprio contribuinte consegue resolver a pendência com a retificação, sem necessidade de maiores complicações”, orienta Lancha.

Alertas e penalidades

A Receita Federal destaca que as notificações oficiais ficam armazenadas na Caixa Postal eletrônica do e-CAC. O órgão não solicita dados nem envia alertas de malha fina por e-mail ou SMS, mensagens desse tipo costumam ser tentativas de golpe.



Estar na malha fiscal não bloqueia o CPF automaticamente, mas o documento pode assumir o status de "pendente de regularização" até a solução do caso. Os contribuintes também devem ficar atentos aos prazos e às punições financeiras:

Para mais conteúdos