Erik Renny luta contra tumor de 4,2cm e precisa de R$ 15 mil para custear exames e tratamento especializado em São Paulo
Lenildo Silva
Publicado em 26/08/2024, às 12h16 - Atualizado às 12h20
Erik Renny Santos, jovem de 20 anos, morador de Guarujá, no litoral de São Paulo, mobilizou as redes sociais ao compartilhar uma luta que enfrenta contra um tumor maligno na cabeça há mais de dois anos e que, segundo laudo da Santa Casa de Santos, realizado em abril desse ano, já atingiu 4,2cm. A família do jovem pede ajuda para custear exames e um tratamento especializado em São Paulo.
A história de Erik começou em setembro de 2021, quando ele acordou com uma dor de cabeça intensa. Sem encontrar alívio nos comprimidos tradicionais, procurou atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Guarujá, na qual recebeu medicação e foi encaminhado ao Hospital Santo Amaro. No entanto, as dores persistiram, levando-o a uma série de idas e vindas a hospitais até conseguir uma vaga na Santa Casa de Santos.
Na instituição, foi diagnosticado com adenoma de hipófise, um tipo de tumor inicialmente considerado benigno, e passou por uma cirurgia para a remoção de parte do tumor. No entanto, apenas 10 dias após o procedimento, as dores de cabeça voltaram de forma intensa, o que o levou a ser internado novamente e submetido a 28 sessões de quimioterapia.
Mesmo após a quimioterapia, realizada em setembro de 2023, as dores de cabeça não cessaram, e segundo Erik, a Santa Casa disse que não poderia fazer mais nada, o que deixou a família desesperada. Em busca de alternativas, ele consultou outro oncologista de Santos, que receitou o medicamento Temozolamida, uma quimioterapia específica para a condição do tumor. Erik relata que retornou à Santa Casa de Santos com a prescrição, mas o hospital se recusou a fornecer o medicamento.
Procurada pela reportagem, a Santa Casa confirmou que o paciente passou por procedimento de microcirurgia para retirada do tumor intracraniano, em março de 2023. De acordo com o hopsital, em março deste ano, o paciente retornou em consuta e relatou que realizou consulta em outro serviço, onde o médico que o atendeu recomendou uma medicação. "Com isso, ele solicitou que o nosso serviço fizesse tal receituário da medicação. Porém, tal medicação não tem indicação para o tratamento proposto, não sendo um protocolo de tratamento aprovado pela Anvisa e nem mesmo em órgãos internacionais, a não ser em estudos eventuais”, disse o hospital.
Além disso, a Santa Casa disse que “o caso foi discutido com o neurocirurgião que operou o paciente, em conjunto com equipe de oncologia e, além do medicamento não ser padronizado pelo SUS, concluímos não ser uma droga para a linha de tratamento adotado”.
Uma terceira opção da família foi levar o jovem para atendimento com o Dr. Hugo Doria, neurocirurgião com residência em hospitais renomados de São Paulo. O médico confirmou que o tumor era maligno e recomendou novos exames, que somam R$ 10 mil, para seguir com o tratamento. A reportagem entrou em contato com o Dr. Hugo para obter informações atualizadas de Erick, mas ele disse que “essas informações são confidenciais, sigilo médico. Não posso confirmar por conta da regra do CFM [Conselho Federal de Medicina]”, disse.
O tumor, que media 2,9cm, já atingiu 4,2cm, em imagens realizadas em julho deste ano. Caso continue a crescer, o médico disse à família que ele poderá precisar de uma nova cirurgia. A família de Erik, sem outra opção para cessar as fortes dores de Erick, decidiu seguir com o tratamento orientado pelo Dr. Hugo Doria e iniciou uma campanha on-line para arrecadar R$ 15 mil.
Por não ter condições de arcar com os custos, a família criou uma vaquinha on-line (Veja aqui) e os recursos arrecadados serão utilizados para pagar os exames, o tratamento e as despesas adicionais como a estadia em São Paulo. A campanha, iniciada no dia 11 de agosto, já arrecadou cerca de R$ 2,5 mil, mas ainda falta muito para atingir o objetivo. “Quem sentir no coração de ajudar, eu vou agradecer muito por salvar a minha vida", concluiu Erik.
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