Jornal americano The New York Times coloca em xeque eficácia das vacinas chinesa

“Eles confiaram nas vacinas chinesas. Agora estão lutando contra surtos” é o titulo de uma extensa matéria que questiona a eficácia das vacinas chinesas utilizadas por vários países e que hoje, novamente, vivem surtos de covid

Da redação
Publicado em 24/06/2021, às 09h32 - Atualizado às 11h59

Jornal americano The New York Times coloca em xeque eficácia das vacinas chinesa - Foto: GETTY IMAGES


O jornal americano The New York Times colocou em xeque a eficácia das vacinas chinesa, em uma longa reportagem publicada na terça-feira (22), o jornal alerta para países que apostaram nas vacinas produzidas na China, como a CoronaVac e, mesmo após ter boa parte da população “imunizada”, agora lutam contra novos surtos de covid-19.

Segundo a matéria, exemplos de vários países sugerem que as vacinas chinesas podem não ser muito eficazes na prevenção da propagação do vírus, particularmente as novas variantes.

Os dados apurados pelo The New York Times, cita por exemplo, as ilhas Seicheles, Chile, Bahrein e Mongólia, onde de 50 a 68 por cento das populações foram totalmente vacinadas com imunizantes de dois fabricantes chineses e, na semana passada, estavam entre os 10 principais países com os piores surtos de covid.



A matéria destaca que todos esses países apostaram nos imunizantes produzidos pela Sinopharm e Sinovac Biotech, este responsável pela Coronavac, que até abril foi o imunizante mais utilizado no Brasil.

Ainda de acordo com o jornal, nos Estados Unidos, cerca de 45% da população está totalmente vacinada, principalmente com doses feitas pela Pfizer-BioNTech e Moderna. E os casos caíram 94% em seis meses.

Já em Israel, que apostou nas vacinas da Pfizer e tem a segunda maior taxa de vacinação do mundo, atrás apenas de Seicheles viu o número de novos casos diários de covid-19 caírem para 4,95 por milhão. Enquanto na própria Seicheles, que dependia principalmente do imunizante da Sinopharm, esse número é de mais de 716 casos por milhão.



“A Mongólia prometeu ao seu povo um ‘verão sem Covid’. O Bahrain disse que haveria um ‘retorno à vida normal’. A minúscula nação insular das Seicheles pretendia impulsionar sua economia. Todos os três confiavam, pelo menos em parte, em vacinas chinesas de fácil acesso, o que lhes permitiria lançar programas ambiciosos de inoculação quando grande parte do mundo estava sem esses programas. Mas, em vez de se livrar do coronavírus, todos os três países agora estão lutando contra um surto de infecções”, declarou a matéria.

https://www.nytimes.com/2021/06/22/business/economy/china-vaccines-covid-outbreak.html?smtyp=cur&smid=tw-nytimes