Guarujá registra queda de quase 73% nos casos de dengue em 2026

Município contabilizou 700 casos entre janeiro e maio, contra 2.590 no mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Saúde

Redação
Publicado em 03/06/2026, às 16h23

Casos caíram de 2.590 para 700 entre janeiro e maio na comparação com 2025 - Divulgação/PMG


Guarujá registrou redução de 72,97% nos casos de dengue, nos cinco primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde. Entre janeiro e maio deste ano, foram contabilizados 700 casos da doença, contra 2.590 ocorrências registradas no mesmo período de 2025.

De acordo com a administração municipal, a diminuição de casos reflete as ações permanentes desenvolvidas pela equipe de Combate e Controle às Endemias, que atua em atividades de prevenção, monitoramento e orientação à população em diferentes regiões da cidade.

Além da queda, o município também apresentou melhora nos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti. Em janeiro deste ano, o levantamento apontou índice de 3,1%, considerado o menor dos últimos anos em Guarujá.



Os dados mostram evolução gradual no controle do vetor. O índice de infestação era de 8,5% em 2021, passou para 9,7% em 2022, caiu para 6,5% em 2023, chegou a 4,7% em 2024 e atingiu 4,1% em 2025.

O comparativo com anos anteriores também evidencia a redução da doença. Entre janeiro e maio de 2024, período marcado por alta incidência da dengue, foram registrados 8.003 casos no município. Já em 2023, o número foi de 940 ocorrências.

Entre as principais estratégias adotadas pela prefeitura estão mutirões semanais de combate ao mosquito, telagem gratuita de caixas d'água, vistorias em ferros-velhos, recicladoras e inspeções periódicas em escolas e unidades de saúde.



Outra medida utilizada é o controle biológico por meio do peixe barrigudinho (Poecilia reticulata), espécie que se alimenta das larvas do Aedes aegypti em reservatórios de água, contribuindo para reduzir a proliferação do mosquito de forma sustentável.

Segundo a coordenadora técnica de Vigilância em Saúde, Ana Lúcia Gama, os resultados demonstram a eficácia das ações desenvolvidas, mas o enfrentamento à dengue permanece como prioridade. Ela destacou que a participação da população continua fundamental, com medidas simples como eliminar recipientes que acumulam água, manter caixas d'água fechadas e permitir o acesso dos agentes durante as vistorias.

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