MPSP
Publicado em 25/03/2021, às 12h46 - Atualizado às 12h46
"Não é hora de baixar a guarda". Essa foi uma das mensagens transmitidas pelo procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubbo, aos cerca de 180 integrantes do MPSP que participam, nesta quinta-feira (25/3), da reunião inaugural do ciclo de estudos criado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O PGJ saudou a iniciativa, que surge em um momento no qual o combate à corrupção enfrenta alguns reveses. "Isso mostra a importância de nos aperfeiçoarmos", salientou Sarrubbo, para quem "a expertise do Gaeco" deve ser disseminada para todas as comarcas do Estado. "Nós não vamos esmorecer. Não vamos nos render à corrupção e ao crime organizado", afiançou o procurador-geral. "Vamos nos manter firmes".
Mário Tebet, que coordenada o setor de Competência Originária do MPSP, também comemorou a instalação do Grupo de Estudos. "A gente, que é de um tempo mais antigo, sabe quanto isso foi importante para a construção das doutrinas", comentou Tebet. Para ele, o trabalho integrado, como vem acontecendo agora no caso da Competência Originária e do Gaeco, sempre resulta em maior eficiência.
E o objetivo do Grupo de Estudos, conforme explicou o secretário do Gaeco, Amauri Silveira Filho, é justamente esse: tornar o combate ao crime organizado ainda mais eficiente. Para tanto, ao término de cada reunião haverá a adoção de "providências concretas" que possam trazer avanços em relação à padronização de procedimentos e à interoperabilidade. De acordo com Silveira Filho, mais de 80% das operações do Gaeco hoje envolvem vários núcleos simultaneamente. Por isso, a padronização e a interoperabilidade (capacidade de um promotor ou servidor de uma região do Estado atuar em uma investigação conduzida por outro núcleo) são tão importantes. No encontro desta quinta, o tema em discussão é a cadeia de custódia.
Fonte: MPSP