Fenômeno da primavera define parte da qualidade do grão que chega a Santos meses depois
Redação
Publicado em 22/09/2026, às 21h05
Na primavera, os cafezais florescem. As lavouras ficam brancas de flores, e esse é o primeiro
sinal da safra que vai chegar à xícara meses depois.
A florada acontece longe do litoral, em regiões como Alta Mogiana, Sul de Minas e Cerrado
Mineiro, que abastecem o maior produtor de café do mundo. Segundo a Conab, a safra
brasileira de 2026 deve chegar a cerca de 66 milhões de sacas, alta de aproximadamente 18% sobre o ano anterior, e todo esse volume começa na flor.
O que começa no campo termina na cidade. Santos sempre esteve na outra ponta dessa
cadeia, a do café pronto para beber.
“A florada é onde tudo começa. A qualidade da flor e o clima das semanas seguintes
influenciam o grão e, lá na frente, o que se sente na xícara”, explica Ariel Ukmar, mestre de
torra do Rei do Café. “Escolher uma origem é escolher o resultado dessa florada.” diz.
Da flor à xícara é um caminho longo: maturação do fruto, colheita, secagem, beneficiamento e torra. Meses de trabalho que o consumidor raramente enxerga.
Para uma torrefação que acompanha o ciclo de perto, isso é rotina. A cada primavera, a conta recomeça no campo, e a cidade espera pelo que a safra vai render.
Saiba como a safra muda o sabor: Safra de café afeta o sabor e a qualidade? Descubra!
*Este texto é de responsabilidade do anunciante e não reflete a opinião editorial do portal Costa Norte.