Levantamento revela as músicas mais tocadas e regravadas do rapper paulista, que soma 338 obras e 650 gravações registradas no banco do Ecad
Lenildo Silva
Publicado em 18/08/2025, às 11h52
Leandro Roque de Oliveira, o rapper Emicida, completou 40 anos no domingo (17) e recebeu homenagem especial do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), que divulgou levantamento com as músicas de sua autoria mais tocadas e regravadas nos últimos anos.
Reconhecido pela mistura de rap e reflexão social, o artista paulista se consolidou como um dos principais nomes da música brasileira contemporânea. Emicida possui 338 obras musicais e 650 gravações registradas no banco de dados da gestão coletiva
Entre as composições mais executadas em espaços públicos, nos últimos cinco anos, o destaque é Pipa voada, parceria com Pablo Bispo, Rashid, Ruxell e Sergio Santos. Outras canções como Passarinhos e Quer voar também aparecem nas primeiras posições do ranking.
Já no levantamento das músicas mais regravadas, Levanta e anda e Passarinhos dividem o topo, seguidas por sucessos como País do futebol; Triunfo e Mulheres não têm que chorar. A lista evidencia a relevância das obras de Emicida e a presença constante em novas interpretações.
Com uma trajetória marcada por letras engajadas e parcerias de impacto, o rapper paulista celebra quatro décadas de vida com reconhecimento dentro e fora do palco. Confira o ranking divulgado pelo Ecad.
Pipa voada – Pablo Bispo / Emicida / Rashid / Ruxell / Sergio Santos;
Passarinhos – Emicida / Marcos Xuxa Levy;
Quero voar (citação: Beira de piscina) – Matuê / Rael / Emicida / Lorentz / Grou / Quantich Beats / Prod. Paltze;
AmarElo (sample: Sujeito de sorte) – Felipe Vassão / Emicida / Belchior / Dj Duh;
Levanta e anda – Rael / Emicida / K Salaam / Nicolas Janson Phillips;
País do futebol – Victor Reis / Emicida / Dh / Mc Guimê / Dj Dash;
A ordem natural das coisas – Emicida / Damien Seth;
Quem tem um amigo (tem tudo) – Emicida / Wilson Das Neves;
Hoje cedo – Felipe Vassão / Emicida;
Descobridor – Glauco Jorge / Emicida / Otavio / Tio Wilson / Chicão / Pedrafuria / Júlio.
Levanta e anda – Rael / Emicida / K Salaam / Nicolas Janson Phillips;
Passarinhos – Emicida / Marcos Xuxa Levy;
País do futebol – Victor Reis / Emicida / Dh / Mc Guimê / Dj Dash;
Triunfo – Felipe Vassão / Emicida;
Mulheres não têm que chorar – Emicida / Tiê Castro / Guga Fernandes.
Da zona norte de São Paulo, Emicida começou a se destacar em 2006, nas batalhas de freestyle, tornando-se um fenômeno na internet. Na primeira mixtape, Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida Até que Eu Cheguei Longe (2009), Emicida conquistou os principais festivais do Brasil e do mundo. De lá pra cá, foram muitos sucessos que marcaram gerações e fizeram com que o rapper paulista ganhasse notoriedade para além do nicho do rap.
Em 2019, Emicida lançou o álbum de estúdio AmarElo (2019). O projeto esteve nas principais listas de melhores discos do ano, e fez história ao fazer o show de estreia no teatro municipal de São Paulo. Em 2020, o experimento continuou trazendo novas perspectivas para a sociedade através de podcasts e do documentário AmarElo - É Tudo Pra Ontem, da Netflix.
Após o lançamento da Tour A Gira Final (2024), para celebrar a despedida de AmarElo dos palcos, Emicida retornou com o single Acabou, mas tem... (2024). O rapper voltou neste ano em uma participação na música Leandro Rogue do Jotapê. O rap foi lançado no dia 3 de julho de 2025 e também conta com a participação de Papatinho.
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