Equipamento usado pelo CCZV detectou risco de proliferação do Aedes aegypti; proprietário precisará adotar medidas, ou sofrerá penalidades legais
Redação
Publicado em 28/03/2025, às 16h34
Um drone do Centro de Controle de Zoonoses e Vetores (CCZV) identificou água acumulada em um imóvel abandonado, na rua da Constituição, em Santos, no litoral de São Paulo. O equipamento foi acionado após denúncia anônima à ouvidoria municipal, pois o local apresentava difícil acesso para vistoria presencial. A água parada no telhado pode favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.
A prefeitura informou que a denúncia surgiu durante inspeção de rotina, quando um morador apontou a situação do imóvel. As imagens captadas servirão como prova documental e embasarão notificações enviadas aos responsáveis. O proprietário tem até 12 dias para responder às denúncias e, caso não tome providências, será multado.
O veterinário Marcelo Brenna do Amaral, piloto do drone, destacou que formalizar a queixa na ouvidoria fortalece as ações do município. "Pode parecer burocrático, mas esse registro tem um peso importante. Ele pode ser usado como base para medidas legais e reforça a posição do município ao cobrar providências dos responsáveis", explicou.
Além das fiscalizações, Santos mantém estratégias permanentes contra o Aedes aegypti, que inclui mutirões, visitas regulares a imóveis e aplicação de inseticida em áreas com casos confirmados. A cidade ainda disponibiliza vacina contra a dengue para crianças e jovens de 10 a 14 anos, nas policlínicas municipais. A população pode contribuir ao eliminar focos do mosquito, ao evitar água parada em vasos, ralos, caixas d'água e bandejas de eletrodomésticos. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 162 e pelo site da ouvidoria municipal.
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