Prefeito se comprometeu a pedir apoio do Ministério Público para liberar segmento
Marina Aguiar
Publicado em 02/07/2020, às 09h58 - Atualizado em 23/08/2020, às 23h55
Mais de 50 donos de restaurantes de Bertioga assinaram uma petição solicitando a reabertura à prefeitura da cidade. O abaixo-assinado tem 51 assinaturas e, segundo a organizadora, Roberta Poleto, é uma tentativa de manter empregos no município.
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"Com a pandemia, restaurantes estão sendo fechados na cidade e muitas demissões acontecendo. É um dos ramos que mais emprega, são cerca de 600 funcionários empregados só com os comerciantes do abaixo-assinado e, em média, cada restaurante tem de 9 a 12 funcionários", disse Roberta, que é proprietária do Restaurante Poletos.
Segundo Roberta, se não houver a reabertura agora, os comerciantes do segmento não serão capazes de continuar empregando.
Atualmente, os restaurantes estão inclusos na lista de serviços essenciais, conforme o decreto 3.358, mas só podem fornecer serviços de entrega, como delivery, drive thru e take away.
Após a divulgação do documento, os comerciantes conseguiram uma reunião com o prefeito de Bertioga, Caio (PSDB), que entendeu a preocupação do setor e se comprometeu a protocolar um pedido de liberação para os restaurantes junto ao Ministério Público.
"Solidarizando-me com os comerciantes severamente prejudicados em razão da pandemia, aderi à causa assinando abaixo-assinado e ofício que será encaminhado ao Ministério Público, propondo taxa de ocupação máxima de 30 a 50% para consumo no local em restaurantes e lanchonetes", disse o prefeito.
"Novamente, o Governo do Estado se equivocou ao não reclassificar a Baixada Santista, já que os números permitem que a região esteja enquadrada na fase amarela, menos restritiva. Bertioga é uma cidade turística e com a pandemia, a situação já é bastante preocupante para esses segmentos. O objetivo é a flexibilização responsável, justa e consciente, para preservar vidas em primeiro lugar, mas também o emprego e a renda das pessoas neste momento tão difícil", explicou Caio Matheus.