Dia Mundial Sem Tabaco: por ano, o tabagismo mata sete milhões em todo o mundo

Segundo a OMS há 1,1 bilhão de fumantes adultos e pelo menos 367 milhões de usuários de derivados do tabaco

Da Redação
Publicado em 31/05/2019, às 07h00 - Atualizado em 23/08/2020, às 19h29

- Reprodução/Shutterstock


Criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1987, o Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado nesta sexta-feira, 31, tem como objetivo alertar a população sobre os riscos, doenças e mortes evolvendo o consumo do cigarro. Dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde mostraram que o hábito de fumar vem reduzindo entre os brasileiros.

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Conforme o levantamento, a porcentagem de fumantes caiu de 15,7% para 10,1% entre 2006 e 2017, uma queda de que representa 36%. Porém, os números são alarmantes em esfera global. De acordo com a OMS atualmente há 1,1 bilhão de fumantes adultos no mundo e pelo menos 367 milhões de usuários de derivados do tabaco que "não produzem fumaça".



Ainda segundo a entidade, o fumo é responsável por mais de sete milhões de óbitos por ano e problemas relacionados às quatro mil substâncias presentes no cigarro, que provocam alterações no sangue, bioquímicas e hormonais. O consumo está atrelado a doenças respiratórias, problemas no coração e ainda os cânceres de pulmão e garganta.

O médico pneumologista Sérgio Pontes, explica que doenças respiratórias mais frequentes são enfisemas pulmonares, bronquite, infecções respiratórias, e até embolia pulmonar. Ele destaca que infartos, derrames e acidentes vasculares cerebrais (AVC) são os problemas cardiovasculares mais comuns associados ao fumo.

"O cigarro envolve não apenas a dependência química, mas a psicológica também". O especialista complementa: "Além destes sistemas, o tabagismo pode ser o motivador de depressão, ansiedade e outras dependências químicas, como o alcoolismo", aponta.



Os malefícios do tabaco não são notados apenas a longo prazo, algumas alterações no organismo podem ser percebidas no cotidiano de quem fuma. "As decorrências podem aparecer imediatamente com o aumento da pressão arterial, alterações de glicemia, mudanças no olfato e no paladar, na textura da pele, queda de cabelos".

O paciente que começa a fumar se queixa muito da tosse, causada pela fumaça e pelas substâncias tóxicas, segundo o médico. "Além da tosse surge também à falta de ar, a sensação de aperto no peito e o chiado". O médico preparou algumas dicas para largar o tabagismo. Confira: 

- Estar motivado a sair do vício. Não adianta a família mobilizar médicos e/ou investir se o paciente não estiver realmente determinado a parar de fumar;



- Diminuir gradativamente o número de cigarros;

- Evitar carregar o maço ou a carteira de cigarro;

- Evitar deixar cinzeiros em casa;



- Evitar qualquer substância que possa estimular o fumo, tais como café e bebida alcoólica; 

- Durante a motivação, falar para as pessoas próximas que está tentando parar de fumar, a fim de ajudar no policiamento e no controle.