Detran aponta fraude em sistema de autoescola de São Vicente

Costa Norte
Publicado em 21/07/2017, às 14h28 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h51

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Autoescola afirma que aluna não estava presente porque passou mal e teve que ser socorrida

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) apontou irregulares em um Centro de Formação de Condutores (CFC) de São Vicente, na tarde de quarta-feira, 19 de julho. O órgão afirma que, durante fiscalização na Autoescola Itararé, a equipe do Detran constatou que uma aula prática da categoria B (carro) que constava no sistema e-CNHsp – por meio do qual o órgão faz o rastreamento das etapas do processo de habilitação –, não estava efetivamente sendo ministrada e o veículo que deveria estar sendo utilizado, estava estacionado nas proximidades do CFC.

Responsável pela autoescola, Patrícia Pinheiro da Silva, os fatos apurados não correspondem com a verdade e que houve um engano. Ela afirma que uma aluna passou mal no horário de uma das aulas e o instrutor a levou ao hospital Frei Galvão, em São Vicente. "A aluna passou por atendimento médico, apresentando o atestado, bem como a receita médica elaborados pela doutora. Caroline D. Lima (CRM 171485). O instrutor relatou que, em razão do nervosismo do momento, não realizou o procedimento de encerramento da aula, o que foi confirmado pela aluna, a qual afirmou que realmente sentiu-se mal, e foi socorrida antes mesmo de iniciar a aula", esclareceu Patrícia.



A responsável afirma que não houve tentativa de fraude no sistema do Detran./SP, pois o programa não permite o encerramento de aula antes do horário previsto.

O Detran.SP registrou boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia de São Vicente, no Centro, por inserção de dados falsos em sistema de informações, crime previsto no artigo 313-A do Código Penal, com pena de 2 a 12 anos de reclusão. Os envolvidos, tanto os responsáveis pelo CFC como os candidatos à habilitação, responderão a inquérito policial.

Segundo a assessoria de imprensa do Detran.SP, a autoescola terá suas atividades suspensas preventivamente por 30 dias e responderá um processo administrativo que pode resultar até em descredenciamento. Como garante a Constituição Federal, a empresa terá direito a apresentar defesa antes da conclusão do processo.



Foto: Reprodução/Facebook