Contaminação marinha por cocaína e remédios será discutida em reunião

mayumi
Publicado em 25/11/2017, às 08h57 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h58

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Estudo indica o maior registro do mundo de cocaína em regiões costeiras já analisadas

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Santa Cecília (Unisanta) revelou que as concentrações de remédios e cocaína no mar são tão altas que já afetam a vida marinha e podem trazer consequências aos humanos. As pesquisas iniciadas em 2014 abrangeram as águas da baía de Santos. Os dados alarmantes motivaram uma reunião, programada para a terça-feira, 28, entre a Secretaria de Meio Ambiente de Santos e representantes da Cetesb, Sabesp e pesquisadores responsáveis pelo estudo.

Conforme analisado, a quantidade de cocaína atinge 500 nanogramas por litro de água, o que, conforme a coordenação da pesquisa, seria o maior registro do mundo para regiões costeiras estudadas. Os pesquisadores analisaram mexilhões, devido a capacidade de filtrar a água e não se movimentarem, e descobriram que o DNA dos animais foi alterado devido as substâncias, assim como afetaram o crescimento e a reprodução.

A proposta da reunião, informou o secretário de Meio Ambiente de Santos, Marcos Libório, é envolver todos os segmentos que têm capacidade e representatividade legal para encaminhar estudos e propor ações de para enfrentar a questão. Disse ele: “Infelizmente, até áreas remotas como a Antártica já registram a presença dessas substâncias. Trata-se de um desafio mundial que queremos enfrentar”. O secretário destacou que o município sozinho, por força de lei, não tem como atuar diretamente na zona marinha.