Conferência em Santos discute candidatura do Engenho dos Erasmos à Unesco

Estrutura construída no século XVI é considerada uma das evidências físicas mais antigas do início da colonização brasileira

Redação
Publicado em 08/05/2026, às 10h49

Complexo foi construído no século XVI - Raimundo Rosa/Prefeitura de Santos


O Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos, em Santos, litoral paulista, recebe, no sábado (9), a conferência Engenho dos Erasmos: Patrimônio Transnacional Brasileiro-Belga?.

O encontro, que ocorre das 14h às 16h, discutirá o potencial reconhecimento do Engenho dos Erasmos como Patrimônio Mundial da Unesco, com participação do professor Eric Van Hooydonk, da Universidade de Ghent (Bélgica).

A palestra destacará a relevância histórica do monumento nas conexões entre Brasil, Europa e África, além da importância econômica, marítima, política e cultural do complexo construído no século XVI, na ilha de São Vicente.



Durante a conferência, Van Hooydonk abordará critérios e fundamentos que podem sustentar uma futura candidatura do monumento histórico à lista de Patrimônio Mundial da Unesco.

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A programação contará com participação acadêmica de representantes da Unimes, UFJF, Unifesp e do coletivo Sankofa de Estudos Sociais e da Memória, além de apoio da Autoridade Portuária de Santos (APS), SPX Bank e Secretaria de Turismo, Comércio e Empreendedorismo de Santos.



Inscrições

A atividade será em inglês, com tradução simultânea para o português. Para acompanhar a tradução, os participantes precisam levar celular e fone de ouvido. As inscrições são gratuitas e obrigatórias pelo site oficial.

O Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos fica na rua Alan Cíber Pinto, 96, na Vila São Jorge, Zona Noroeste de Santos. 

Histórico

Complexo arquitetônico triplamente tombado, o Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos preserva vestígios de um engenho de açúcar construído em 1534.



O engenho leva o nome do comerciante flamengo Erasmus Schetz, ligado à chamada Era de Ouro de Antuérpia, um dos principais polos comerciais da Europa no século XVI.

Engenho leva o nome do comerciante flamengo Erasmus Schetz - Domínio Público

O sítio arqueológico representa a conexão cultural entre povos indígenas, europeus e africanos escravizados, além de marcar o início da ocupação portuguesa no território americano.

O local também ganhou destaque recente no livro The Maritime Canon of Flanders, de autoria do professor  Eric Van Hooydonk, publicado em 2025, e considerado a primeira obra abrangente sobre a história marítima da região de Flandres.



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