Codesp cria comissão para avaliar demandas de Guarujá

Válter Suman pede a criação de um perímetro de segurança no estuário de Santos

Da Redação
Publicado em 07/07/2018, às 10h22 - Atualizado em 23/08/2020, às 17h04

Prefeitura de Guarujá e Codesp definiram criação de comissão para avaliar demandas - Divulgação/PMG


O prefeito de Guarujá Válter Suman reuniu-se com o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) José Alex Botelho de Oliva, na quinta-feira, 5, e expôs uma série de demandas pendentes no município. Entre as solicitações, estão a criação de um perímetro de segurança no estuário de Santos, entre a Fortaleza da Barra e o armazém 37, e um estacionamento público para carretas na área da Codesp.

A criação de um grupo de trabalho para traçar metas de curto, médio e longo prazos, a fim de resolver essas questões foi acatada durante o encontro. Também participaram da reunião o superintendente de Desempenho, Riscos e Conformidade da Codesp Ozoni Argento Júnior; os secretários municipais de Desenvolvimento Econômico e Portuário Alexandre Trombelli; Habitação, Marcelo Mariano; de Infraestrutura e Obras, Adilson Jesus, e seu adjunto Cláudio Rodrigues; e adjunto de Planejamento e Gestão Mário Shiraichi.

Segurança Portuária



Os recentes acidentes que impactaram a região, além de seus reflexos e ações preventivas, foram tema da reunião. No dia 6 de maio, por exemplo, um navio de 333 metros colidiu lateralmente com as balsas FB-18, FB-19 e FB-28, o que reduziu a capacidade de operação da travessia de oito para cinco balsas. Já em novembro do ano passado, um navio graneleiro, com aproximadamente 190 metros, quase invadiu a histórica Fortaleza da Barra.

Diante disso, a prefeitura propõe a criação de um perímetro de segurança, que vai da Fortaleza da Barra ao armazém 37. Nesse trecho, haveria diminuição da velocidade; seria evitado o fluxo simultâneo; e criado um espaçamento de, ao menos, 10 minutos entre a entrada e saída de embarcações, a fim de não comprometer a travessia de veículos. A Codesp solicitou que a prefeitura protocole, na companhia, um documento técnico com essas demandas, a ser apresentado na próxima reunião do Conselho de Autoridade Portuária (CAP).

Também foi discutida a construção de um estacionamento público, para carretas na área da Codesp;  foram sugeridas duas áreas: uma da própria Codesp, no Sítio Conceiçãozinha; e, outra, da União, às margens da rodovia Cônego Domênico Rangoni – sobre a qual o prefeito protocolou ofício, atendendo a pedido dos caminhoneiros. “Protocolei ofício junto ao presidente da Codesp, solicitando a retomada das tratativas em relação à utilização de uma área da SPU às margens da Cônego Domênico Rangoni. Esse local teria capacidade para até 1.500 caminhões”, afirmou o prefeito.



Avenida perimetral

Outro assunto em destaque foi a construção da segunda fase da avenida perimetral, solução aguardada para segregar de vez o trânsito portuário do trânsito urbano, em Vicente de Carvalho, separando caminhões e outros veículos pesados dos automóveis. O projeto da obra foi apresentado ao prefeito em outubro de 2017, em reunião com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, em Brasília. De acordo com o projeto, o tempo estimado para a construção é de 39 meses, ao custo de R$ 400 milhões – valor incluído na LDO de 2018 da União. “A expectativa é que a licitação ocorra ainda neste semestre”, disse Suman.

A prefeitura também colocou em pauta a quitação de seis parcelas (em torno de R$ 2,5 milhões) referentes ao projeto Favela-Porto-Cidade, bem como a solução de pendências acordadas em reunião realizada em outubro do ano passado – e que não avançaram desde então.



Outro projeto apresentado versa sobre a urbanização de uma área da União na qual  estão as linhas de transmissão, em Vicente de Carvalho. A intenção é que o local seja revitalizado pela companhia. A partir de agora, todos esses assuntos serão tratados por um grupo formado por técnicos da prefeitura e da Codesp.