CNH: 4 erros comuns que não impedem aprovação durante exame prático

Mudança nas regras do exame prático altera critérios de avaliação e surpreende candidatos que vão tentar a habilitação

Ana Júlia Constantino
Publicado em 09/02/2026, às 10h17

Novas diretrizes constam do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular - Foto: divulgação/Freepik


Quem já passou pela prova prática, para obter a carteira nacional de habilitação (CNH) sabe que etapas como baliza, parada em rampa e possibilidade de deixar o carro morrer estão entre os momentos de maior tensão para os candidatos.

Receio de ser eliminado por um erro pontual sempre acompanhou quem busca o documento para dirigir, mas esse cenário mudou com a atualização das regras nacionais, que orientam os exames em todo o país.

Novas diretrizes estão reunidas no Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, elaborado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes.



Documento redefine critérios de avaliação e busca tornar a prova mais alinhada às situações reais enfrentadas no dia a dia do trânsito brasileiro.

O que muda na avaliação prática para tirar a CNH?

De acordo com o Detran-SP, prova passa a ter mudanças como a retirada definitiva da etapa de baliza e possibilidade de a prova ser em veículos com câmbio automático.

Além disso, a principal alteração na avaliação está na forma como falhas técnicas simples passam a ser analisadas durante o exame.



Em vez da reprovação imediata, a prova passa a adotar um sistema de pontuação progressiva, no qual o candidato inicia a avaliação sem pontos e é analisado conforme condutas e infrações previstas nas normas de trânsito e no próprio manual da Senatran.

Na prática, erros que não configuram infração deixam de ser eliminatórios. Condução segura, controle emocional e capacidade de corrigir uma falha passam a ter peso maior na avaliação final do examinador.

4 erros que não geram reprovação automática

Entre as situações que deixam de causar eliminação imediata, desde que não comprometam a segurança, estão:



  1. Deixar o carro morrer durante a arrancada;
  2. Dificuldade momentânea no controle da embreagem;
  3. Falha pontual em saída em subida;
  4. Retomada lenta do movimento após uma parada.

O Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular reforça ainda que o candidato deve demonstrar capacidade de identificar o erro, religar o veículo corretamente e seguir o percurso com segurança.

Avaliação mais próxima da realidade

Também conforme a Senatran, o objetivo da mudança é avaliar o comportamento do futuro condutor de forma mais realista.

A secretaria destaca que o trânsito exige tomada de decisões contínuas e capacidade de reação diante de imprevistos, e não apenas a execução perfeita de manobras em ambiente controlado.



Apesar de deixar o carro morrer não ser mais um erro eliminatório, dominar o ponto da embreagem segue fundamental, especialmente em veículos com câmbio manual. 

Repetição frequente da falha pode indicar falta de controle do veículo, o que ainda pode resultar em pontuação elevada, ou reprovação, caso gere risco à circulação.

Nesse contexto, os erros que não reprovam deixam de ser um fator decisivo isolado para conseguir a CNH e passam a ser analisados dentro do conjunto de avaliações realizadas durante a prova.





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