Valor médio da cesta natalina chega a R$ 453,06; azeite de oliva registra queda expressiva, mas carnes e azeitona pressionam o orçamento
Redação
Publicado em 09/12/2025, às 16h21
A preparação para a Ceia de Natal exigirá mais do orçamento dos brasileiros em 2025. Segundo levantamento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), os itens tradicionais da celebração subiram, em média, 4,53%.
O estudo, que considera a segunda quadrissemana de novembro, aponta que o preço médio da cesta natalina atingiu R$ 453,06. No mesmo período de 2024, o valor era de R$ 433,42. Apesar do aumento, a variação é menor que a registrada no ano passado, quando os produtos haviam subido 9,16%.
O grande responsável pela alta é o peru, item central de muitas mesas, que registrou elevação de 13,62%. Fora da lista oficial da cesta, a ave tipo chester subiu ainda mais: 13,85%.
Outros produtos típicos também pesaram no índice. A azeitona encareceu 12,53% e a caixa de bombom teve alta de 10,81%. O filé mignon também registrou aumento de 9,70%.
Na contramão, o azeite de oliva trouxe alívio ao bolso. O produto apresentou recuo expressivo de 23,06% em 2025. Também ficaram mais baratos o sorvete (-6,99%) e o pêssego de feira (-6,85%).
A alta do peru, quase três vezes superior à inflação oficial prevista (4,40%), é explicada pelos custos de produção. A ração, composta por milho e soja, representa cerca de 70% dos gastos, e muitos aditivos são negociados em dólar, pressionando o valor final.
Além disso, o mercado brasileiro da ave ainda é considerado emergente e sazonal. O Brasil exporta cerca de 60% da produção nacional, o que restringe a oferta interna. Nos Estados Unidos, uma crise de gripe aviária também elevou os preços globais em 40%.
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