Caso Ruy Ferraz: Polícia Civil prende envolvidos no planejamento do crime

Prisões ligam facção a crime e reforçam tese de retaliação por combate histórico de Ruy Ferraz ao crime organizado

Redação
Publicado em 14/01/2026, às 18h18

Investigação aponta possível retaliação ao histórico da vítima de combate ao crime organizado - Reprodução/Redes Sociais


A Polícia Civil prendeu três homens suspeitos de participação direta na execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz, crime ocorrido em 15 de setembro de 2025, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, por possível retaliação ao histórico de combate da vítima, ao crime organizado.

Prisões ocorreram na terça-feira (13), em operação na capital paulista, em Jundiaí e em Mongaguá, como desdobramento das investigações conduzidas pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), um dos detidos é apontado como integrante do grupo que ordenou o assassinato, o que reforça a linha investigativa sobre a existência de mandantes ligados à cúpula de organização criminosa.



Em entrevista coletiva concedida na sede da SSP, autoridades afirmaram que o avanço da apuração aproxima a identificação de quem determinou a morte do ex-delegado, considerado alvo por ações passadas contra facções.

A principal suspeita indica que a execução teve relação direta com prisões efetuadas por Ruy Ferraz em 2005, quando atuou contra assaltantes de banco que hoje integram grupo criminoso estruturado.

De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, os presos possuem mais de duas décadas de atuação criminosa e histórico de envolvimento em roubos, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes patrimoniais.



A operação contou com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais e do Deinter-6, da Baixada Santista, e cumpriu 13 mandados de busca e cinco de prisão expedidos pela Justiça.

Dois alvos seguem foragidos, um ainda em São Paulo e que teria deixado o país logo após o assassinato, o que ampliou frentes de cooperação policial, segundo as investigações.

Conforme o DHPP, os presos exerceram funções estratégicas, com articulação logística, fornecimento de materiais e apoio à fuga, além da manutenção de contatos entre executores e lideranças.



Investigação prossegue com análise de documentos e celulares apreendidos, além da coleta de depoimentos, etapa considerada essencial para concluir o inquérito e esclarecer a autoria intelectual do crime.

Para mais conteúdos



Praia Grande

Leia também

Polícia estoura depósito de receptação de peças de moto no litoral paulista


MP denuncia oito pessoas pela execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes