Caraguá prepara compra de câmeras de monitoramento

Outra ação para melhorar a segurança da cidade é a construção do Centro de Operações Integradas (COI)

Da Redação
Publicado em 27/04/2018, às 11h13 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h44

Além das câmeras de monitoramento, a cidade planeja a construção do Centro de Operações Integradas (COI) - Claudio Gomes/PMC


Para adquirir câmeras com posicionamento controlado a distância  e capacidade para identificar letras, fisionomias e características veiculares, a prefeitura de Caraguatatuba abriu licitação para compra de 50 câmeras desses aparelhos para ajudar na segurança da cidade. Segundo o vice-prefeito e secretário de Segurança Campos Júnior, há um estudo sobre os locais nos quais serão instaladas as novas câmeras. Atualmente, a cidade conta com 17 câmeras no perímetro central, entre o entreposto do Camaroeiro até o trevo do bairro Poiares.

Outra ação para melhorar a segurança da cidade é a construção do Centro de Operações Integradas (COI), que vai gerenciar o monitoramento da cidade e repassar informações em tempo real às autoridades policiais. O projeto do COI será elaborado pela Secretaria de Urbanismo, para preparar a atual Central de Monitoramento para receber os novos monitores. Outro projeto da prefeitura Caraguatatuba é a criação da Guarda Municipal, que já consta no Plano Plurianual (PPA), e que será planejado para os próximos anos (até 2021). De acordo com o prefeito Aguilar Júnior, trata-se de um projeto de alto custo para os cofres públicos, mas pretende-se implantá-la até o ano que vem.

Além disso, a administração municipal já aumentou em 50% a atividade delegada, custeando o salário de policiais durante suas folgas. Atualmente, a atividade delegada conta com 36 profissionais, que diariamente trabalham no policiamento com viaturas e bicicletas.



Algumas medidas para diminuição dos índices de violência já foram tomadas, a exemplo de ações de prevenção e atendimento a pessoas em situação de violência, por meio do  Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). O trabalho do órgão é direcionado a famílias e indivíduos que vivenciam violações de direitos por ocorrência de: violência física, psicológica ou negligência; violência sexual (abuso e/ou exploração sexual); afastamento do convívio familiar devido à aplicação de medida socioeducativa ou medida de proteção; tráfico de pessoas; situação de rua e mendicância; abandono; vivência de trabalho infantil; e discriminação em decorrência da orientação sexual e/ou raça/etnia.

Somente em 2017, foram 2.190 atendimentos nos mais diferentes serviços, dos quais  1.220 somente de moradores em situação de rua. Além disso, foi criado o Comitê Municipal de Vigilância à Violência (Comvivi), que inclui uma força-tarefa de apoio com secretarias, Polícias Militar e Civil e Judiciário. Desde sua ativação, foram realizados 670 atendimentos, a maioria, de casos de tentativas de suicídio.

Ainda em 2017, a prefeitura de Caraguatatuba inaugurou o Centro Integrado de Atendimento à Mulher (Ciam) Benedita Arcanjo Aparecido de Oliveira “Dita Marques”, no bairro Indaiá. O principal objetivo do centro é investir no fortalecimento pessoal, resgate, autonomia e emancipação das mulheres vitimizadas, para que saiam da condição de violência. Especificamente para os casos de violência doméstica, com o registro do fato, o autor da violência e a mulher agredida são notificados para comparecer ao Creas no qual  receberão orientações sobre os serviços da rede pública de atenção básica do município.



Outra medida foi a descentralização do Conselho Tutelar na cidade. Antes, havia apenas uma sede na região central. Ano passado, instalou-se nova unidade na região sul, na qual se registram os maiores índices de ocorrências.