Relatório do Banco Central aponta Selic a 13,75% e PIB em 1,98%; queda no IPCA de julho pode aliviar cenário econômico no país
Redação
Publicado em 17/08/2026, às 11h56
As expectativas do mercado financeiro para a inflação, a taxa básica de juros, o crescimento da economia e o câmbio permaneceram estáveis na comparação com a semana anterior.
Os dados constam no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central.
Para 2026, a projeção da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), manteve-se em 5,02%.
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também permaneceu em 1,98%.
As projeções para o dólar ao fim do ano e para a taxa básica de juros (Selic) seguiram em R$ 5,20 e 13,75% ao ano, respectivamente.
O cenário reflete estabilidade nas expectativas para os principais indicadores acompanhados pelo mercado financeiro. A projeção para a inflação continua acima da meta contínua buscada pelo Banco Central.
Para alcançar a meta, a autoridade monetária utiliza como principal instrumento a taxa Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Quando o comitê aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida.
A medida ajuda a reduzir a inflação porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Por outro lado, taxas elevadas podem dificultar a expansão da atividade econômica.
A previsão de crescimento do PIB indica a expectativa do mercado para o desempenho da economia brasileira. O indicador representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.
O relatório também mostrou pequenas alterações nas estimativas para 2027.
A projeção para o IPCA passou de 4,22% para 4,24%, enquanto a previsão de crescimento do PIB recuou de 1,52% para 1,50%.
A estimativa para o dólar subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29. A expectativa para a Selic permaneceu em 12% ao ano.
A inflação oficial perdeu força pelo quarto mês consecutivo e ficou em 0,07% em julho, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,44% em 12 meses e retorna ao intervalo da meta contínua de inflação, fixada em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Com informações da Agência Brasil