Profissional aponta erros comuns no planejamento financeiro e revela como criar o hábito de guardar dinheiro sem sofrer
Redação
Publicado em 03/06/2026, às 14h35
Guardar dinheiro costuma parecer um desafio inatingível para muitos trabalhadores. No entanto, o obstáculo principal raramente reside no valor do salário, mas na falta de organização financeira diária.
A assessora de investimentos Juliana Lima explica que a inversão de prioridades compromete o orçamento familiar e impede a construção de patrimônio. A profissional aponta que o hábito de poupar deve ocorrer antes do consumo, logo após o recebimento da renda.
Diferente de você ganhar e guardar o que sobrar, o ideal seria a gente realmente ganhar, guardar e utilizar o que sobrar", orienta.
Para quem planeja iniciar uma reserva, qualquer percentual de economia possui validade inicial, seja 1% ou 10% do salário. O importante é estabelecer a constância.
Mudar a mentalidade sobre as despesas é um passo fundamental. A assessora compara cortes radicais no orçamento com dietas restritivas, que frequentemente causam recaídas e frustrações. O caminho correto, segundo ela, envolve organizar as contas e identificar os 'ralos financeiros'.
Esses gastos invisíveis minam o orçamento mensal de forma silenciosa. Eles incluem assinaturas de serviços sem uso, juros de cheque especial, taxas do cartão de crédito e despesas excessivas com aplicativos de transporte e entrega de refeições.
Pessoas com o orçamento comprometido por contas em atraso recebem uma orientação específica. Juliana recomenda priorizar a quitação das dívidas com juros altos. Após essa etapa, o trabalhador pode separar uma quantia mínima por mês para criar o hábito da poupança e notar o dinheiro atuar a seu favor.
Para aqueles que já tentaram poupar e desistiram por causa de rendimentos baixos no início, a assessora ressalta o impacto do longo prazo.
A mágica dos juros compostos é exatamente o prazo, o tempo. Ele é o exponencial e faz com que a gente colha os frutos no futuro", destaca.
O planejamento precoce garante mais vantagens financeiras do que aportes elevados feitos tardiamente. "Quanto mais a gente realmente tem o tempo a nosso favor, mais retorno a gente vai ter", conclui.