Assessora de investimentos ensina quatro passos para organizar o orçamento familiar

Juliana Lima detalha como mapear receitas e despesas; planejamento ajuda a criar reserva e a evitar dívidas no fim do mês

Redação
Publicado em 16/06/2026, às 15h33

Controle financeiro exige disciplina diária e anotação minuciosa de todas as receitas e despesas - Daniel Dan/Pexels


Saber para aonde o dinheiro vai no fim do mês costuma ser um grande desafio. A criação de um orçamento pessoal e familiar desponta como uma ferramenta essencial para reverter esse cenário e garantir a saúde das finanças.

A assessora de investimentos Juliana Lima explica que a ferramenta atua como um mapa estratégico.

Mais do que anotar gastos, o orçamento é um plano financeiro. Ele organiza receitas, despesas e investimentos, e permite avaliar se as ações diárias convergem para os objetivos desejados", pontua a profissional.

Ralos financeiros e imprevistos

Segundo a assessora, o controle financeiro atende a qualquer realidade, independentemente da faixa de renda ou do tamanho da família. A prática ajuda a definir prioridades, como saúde, educação e lazer, e expõe os chamados 'ralos financeiros'. Esses pequenos gastos invisíveis incluem excesso de entregas de comida em domicílio e assinaturas de serviços sem uso.



O planejamento também prepara os lares para lidar com despesas repentinas. Consertos de veículos, contas de energia mais altas ou compras emergenciais de remédios deixam de representar um choque no bolso quando existe uma margem de segurança.

Quatro passos práticos

Para organizar as contas da casa, a assessora sugere a divisão do processo em quatro etapas fundamentais:

O objetivo é simples: a receita menos as despesas resulta no valor que podemos guardar. O foco é obter um orçamento superavitário, ou seja, gastar menos do que se ganha", detalha Juliana.

Pague a si mesmo primeiro

Um erro comum entre os brasileiros reside na tentativa de poupar apenas a quantia que sobra no fim do mês. A recomendação da profissional foca na separação do valor do investimento logo após o recebimento do salário. "Separar a parte da poupança logo que o dinheiro entra faz toda a diferença. Funciona como um boleto pago a nós mesmos em primeiro lugar", ensina.



Nas famílias, a comunicação aberta entre moradores com perfis de consumo diferentes garante o sucesso das metas conjuntas. O diálogo e a definição de prioridades claras facilitam a aquisição de bens, viagens ou a montagem de uma reserva de emergência, transformando sonhos em conquistas reais de forma segura.

*Com informações da assessora de investimentos Juliana Lima, do quadro Papo de Finanças, da TV Cultura Litoral.

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