Após demissões, funcionários da Embraer entram em greve

Paralisação impede desligamento dos empregados, diz sindicato

Da Redação
Publicado em 03/09/2020, às 20h13 - Atualizado às 20h15

- Antonio Milena/Arquivo Abr


Em assembleia na tarde desta quinta-feira, 3, funcionários da Embraer decidiram entrar em greve após a empresa anunciar a demissão de 900 trabalhadores. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a medida impede a conclusão do processo de desligamento dos empregados.  

"Os trabalhadores da Embraer aprovaram em assembleia, nesta quinta-feira, a deflagração de greve contra as demissões anunciadas pela empresa. Com isso, a Embraer fica proibida de concluir os cortes dos 2.500 trabalhadores [900 demissões somadas a 1.600 desligamentos de funcionários que aderiram a planos de demissão voluntária propostos pela empresa]. A legislação brasileira proíbe a demissão de grevistas", diz, em nota, o sindicato. 

Na assembleia, além do pedido de reversão das demissões, os trabalhadores aprovaram proposta de um teto salarial de R$ 50 mil na companhia.



"Há três salários superiores a R$ 1 milhão por mês na empresa. Um deles chega a R$ 2.170.666,62 e é descrito no documento como sendo de um conselheiro. Há ainda o registro de 46 salários superiores a R$ 100 mil e 127 superiores a R$ 50 mil", ressalta a nota do sindicato.