Voos foram afetados em diversas partes do mundo; no Brasil, apps bancários, como o Bradesco, apresentaram instabilidades devido ao apagão
Redação
Publicado em 19/07/2024, às 13h35 - Atualizado às 14h11
O mundo acordou nesta sexta-feira (19) com a notícia de que um 'apagão cibernético' estava em curso. Tudo teria começado devido a uma falha em um dos sistemas de segurança da empresa norte-americana CrowdStrike, que detecta possíveis invasões hacker. Esse sistema apresentou problemas após uma atualização de software. A gigante Microsoft é uma das empresas clientes da CrowdStrike e foi diretamente impactada pela falha. Usuários do sistema operacional Windows em todo o mundo relataram, pelas redes sociais que, ao ligar o computador, o sistema travou, exibindo a tão temida 'tela azul'.
Não demorou para que a falha começasse a afetar sistemas de aeroportos, bancos e demais serviços em todo o mundo. Apesar de a Microsoft garantir que a falha já foi corrigida, o impacto residual do apagão ainda pode influir no tempo de normalização dos serviços.
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As companhias aéreas United Airlines e Delta Airlines chegaram a paralisar todos os seus voos nos Estados Unidos. Os aeroportos brasileiros não chegaram a ter seus sistemas afetados, mas foram registrados atrasos em alguns voos.
À CNN Brasil, a Azul Linhas Aéreas informou que alguns voos podem sofrer atrasos, “devido à intermitência no serviço global do sistema de gestão de reservas”. Já a Gol Linha Aéreas, também à CNN, disse que suas operações e sistemas não sofreram impactos do apagão cibernético até o momento. A Latam, em nota, disse que, até o momento, não há impactos na operação da empresa.
De acordo com informações apuradas pelo portal UOL, o tráfego aéreo teve que ser fechado em países como a Alemanha, Reino Unido e Austrália. Na Espanha, a falha de sistema paralisou as operações em todos os aeroportos do país.
Ainda segundo o UOL, o site Downdetector aponta que aplicativos de bancos no Brasil apresentam instabilidades devido ao apagão cibernético, entre eles os do Bradesco, Neon, Next e Pan.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou que alguns sistemas de instituições financeiras chegaram a ser temporariamente afetados, mas que não houve "nada que comprometesse a prestação de serviços de forma relevante". O órgão também relatou, em nota, que “a maioria das instituições financeiras brasileiras já normalizou seus serviços e as demais estão em avançado estado de normalização e trabalhando para garantir o funcionamento de seus serviços rapidamente”.
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No mundo, outros segmentos também sofreram os impactos do apagão cibernético. No Reino Unido, o canal de TV Sky News, um dos principais do país, está parcialmente fora do ar. O comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Paris, cuja cerimônia de abertura ocorre daqui a exatos sete dias, informou que mobilizou técnicos para minimizar os impactos.
George Kurtz, CEO da empresa CrowdStrike, informou que o apagão não foi um incidente nem de segurança nem um ataque cibernético. “O problema foi identificado, isolado e uma correção foi implantada".
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