Redação
Publicado em 10/01/2018, às 05h33 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h18
Câmara de Ilhabela questiona desapropriações da prefeitura
Vereadores pedem esclarecimentos sobre processos que somam mais de R$ 19,5 milhões
iDivulgação/Prefeitura de Ilhabela
Prédio onde funcionava o Centro Médico Ilhabela foi desapropriado pelo valor de R$ 6,4 milhões
Ilhabela
Da redação
C inco vereadores de Ilhabela encaminharam à prefeitura ofícios nos quais solicitam esclarecimentos sobre os processos de desapropriação de imóveis que, juntos, custaram aproximadamente R$ 19,5 milhões aos cofres públicos. Os documentos foram assinados pela presidente do Legislativo, vereadora Nanci Zanato (PPS), e pelos vereadores Anísio Oliveira (DEM), Valdir Veríssimo (PPS), Marquinhos Guti (DEM) e Maria Salete Magalhães, conhecida como Salete Salvanimais (PSB).
Nos documentos, os parlamentares solicitam, entre outras informações, nome completo e registro profissional de todos os corretores envolvidos nas transações, além de dados que comprovem que o Executivo realizou pesquisa de mercado para saber da existência de outros imóveis na cidade que poderiam ser utilizados para as mesmas finalidades.A maior desapropriação foi de um imóvel situado entre as ruas Antônio Carlos dos Reis e Anibal Telles Correa, na Vila, no valor de R$ 8,1 milhões, destinado ao projeto de interesse social de realocação e novas unidades habitacionais, bem como área verde e infraestrutura.
O prédio onde funcionava o Centro Médico Ilhabela, no Perequê, foi desapropriado pelo valor de R$ 6,4 milhões. No local, a prefeitura anunciou a criação do Centro de Referência da Mulher, um espaço de diagnóstico precoce e saúde, que terá, entre outros serviços, exames de mamografia, densitometria óssea, ultrassonografia e radiografia (raio-x).
Outras duas desapropriações dizem respeito a um terreno na avenida Brasil, no bairro Piúva, que abrigará um mirante, no valor aproximado de R$ 2,4 milhões, e ainda dois terrenos na rua Raimundo Rodrigues dos Santos, no Perequê, destinados à implantação de garagem e demais dependências para ampliação da Secretaria de Educação, que custaram R$ 2,6 milhões.Particularmente sobre o terreno no Piúva, onde deve ser construído um ponto elevado para local de observação da paisagem, os vereadores questionam se o imóvel está em área de marinha e, em caso positivo, querem saber por que foi desapropriado.