Radar móvel registrou 43 casos de excesso de velocidade em apenas uma hora nas proximidades de Aparecida, no interior de São Paulo
Redação
Publicado em 08/10/2026, às 10h18
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou um automóvel trafegando a 178 km/h na dodovia Presidente Dutra (BR-116), nas proximidades de Aparecida (SP), na tarde de terça-feira (6).
A ocorrência foi registrada durante uma fiscalização com radar móvel realizada para combater o excesso de velocidade e prevenir sinistros de trânsito.
De acordo com a PRF, o limite do trecho é de 110 km/h.
A corporação registrou 43 flagrantes de veículos acima da velocidade permitida em apenas uma hora de fiscalização.
A ação faz parte das medidas adotadas pela corporação para reduzir comportamentos de risco e reforçar a segurança nas rodovias federais.
No dia seguinte à operação, a PRF voltou a fiscalizar o mesmo trecho da rodovia Presidente Dutra. Durante a nova ação, outro veículo foi flagrado a 168 km/h.
As fiscalizações com radar móvel permitem identificar veículos que circulam em velocidade elevada e fazem parte das ações da PRF para coibir condutas que podem aumentar os riscos de sinistros nas rodovias.
A velocidade registrada no primeiro flagrante chama atenção pela distância percorrida pelo veículo em poucos segundos.
A 178 km/h, um automóvel percorre aproximadamente 49 metros a cada segundo.
Isso significa que, em apenas 10 segundos, o veículo pode percorrer cerca de 490 metros, mantendo essa velocidade.
Quando um motorista identifica uma situação de risco na pista, o veículo ainda percorre determinado espaço até conseguir parar completamente. Esse processo envolve o tempo de reação, que corresponde ao intervalo entre a percepção do perigo e o acionamento dos freios, além da distância percorrida depois que a frenagem começa.
Quanto maior a velocidade, maior também é o espaço necessário para a imobilização do veículo. A relação entre velocidade e distância de frenagem não é linear: o aumento da velocidade eleva de maneira significativa a distância necessária para parar, o que dificulta a reação diante de obstáculos ou situações inesperadas.
A velocidade também interfere diretamente nas consequências de uma colisão. Quando um veículo sofre uma parada brusca, os ocupantes não interrompem o movimento ao mesmo tempo que o automóvel. O corpo tende a seguir em deslocamento até ser contido pelo cinto de segurança e pelos demais sistemas de proteção.
A intensidade dessa força pode atingir níveis elevados. Um motorista com 70 quilos, por exemplo, submetido a uma desaceleração equivalente a 20 vezes a gravidade poderia sofrer uma força aproximada de 1.400 kgf.
O cálculo ajuda a dimensionar a intensidade das forças que podem atuar sobre o corpo humano durante uma colisão severa.
Para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o excesso de velocidade representa mais do que uma infração de trânsito. A conduta diminui o tempo disponível para que o motorista reaja, amplia a distância necessária para parar o veículo e pode aumentar a gravidade das lesões em uma colisão.
Por esse motivo, as operações de fiscalização de velocidade têm caráter preventivo. A intenção é reduzir comportamentos de risco e aumentar a segurança de motoristas, passageiros e demais usuários das rodovias.
Respeitar os limites estabelecidos para cada via amplia o tempo disponível para identificar um perigo e tomar uma decisão. Em uma situação inesperada, essa diferença pode ser determinante para evitar uma colisão.