Iniciativa social atende crianças e jovens de 6 a 20 anos, na Vila Nova; aulas focam na cidadania, resiliência e no protagonismo feminino no esporte
Redação
Publicado em 02/07/2026, às 14h58
Poucas cidades brasileiras desenvolvem tanto a cultura do skate quanto Santos, litoral paulista. Berço do legado de Chorão, de Charlie Brown Jr., e atual sede da Confederação Brasileira de Skate (CBSk) e da seleção brasileira, o município vê a modalidade muito além das competições de alto rendimento.
Na Vila Nova, o esporte virou ferramenta de transformação social por meio do projeto Bruto Fruto, que está com inscrições abertas para aulas gratuitas.
As atividades ocorrem no contraturno escolar, dentro da UME Colégio Santista, voltadas para crianças e adolescentes de 6 a 20 anos. O objetivo principal não é apenas formar atletas, mas utilizar a vivência na pista para fortalecer a autoestima, a autonomia e a disciplina de jovens, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social.
Tatiana Bitencourt Pinho, idealizadora e coordenadora do projeto, explica que a própria dinâmica do skate ensina grandes lições de cidadania. "No skate, cair faz parte do aprendizado. Isso ensina uma das maiores lições para a vida: errar não significa fracassar. Cada tentativa fortalece a persistência e a capacidade de enfrentar desafios sem desistir", afirma.
Um dos grandes diferenciais do projeto Bruto Fruto é a sua gestão e execução: a iniciativa é conduzida integralmente por mulheres. O espaço abriga a segunda escola de skate feminino do Brasil, trabalhando ativamente para quebrar estigmas e ampliar a presença de meninas em uma modalidade historicamente dominada por homens.
Queremos que meninas e meninos tenham as mesmas oportunidades de aprender, evoluir e ocupar todos os espaços. Ver mais meninas sobre o skate também inspira outras a acreditarem que elas pertencem ali", ressalta a coordenadora.
Desde a sua fundação, em 2015, o projeto acolhe moradores de áreas como o morro Monte Serrat, a Vila Nova e a região central. Na pista, a competição dá lugar à solidariedade, onde a comemoração por uma manobra acertada após várias quedas costuma ser coletiva, provando que o amparo social faz a diferença na vida da juventude.
As inscrições para o mês de julho já estão abertas e as aulas são totalmente gratuitas. Confira as informações:
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