Pacotão da Copa: recorde de Marta, golaços, defesas e momentos marcantes

Bruno Mosconi
Publicado em 25/06/2019, às 09h00 - Atualizado em 24/08/2020, às 05h39



A primeira fase Copa do Mundo feminina acabou, e com ela chega a hora de fazer um pacotão do que aconteceu de melhor até agora na competição. Esta parte inicial do torneio foi marcada por um recorde batido: a brasileira Marta tornou-se a maior artilheira da história dos Mundiais, incluindo futebol masculino: são 17 gols em 19 jogos, média de 0,89 por jogo.

Confira o resumo da primeira fase do Mundial:

Rainha Marta

Até agora, a camisa 10 brasileira tem dois gols no Mundial. O segundo, que garantiu a vitória sobre a Itália, fez ela quebrar o recorde e superar o alemão Klose, que tinha marcado 16 vezes.



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Com recorde de Marta, Brasil vence Itália e se classifica para oitavas da Copa do Mundo



Os golaços

Kglatana (África do Sul)

Na estreia na competição, Kglatana mostrou suas credenciais logo aos 25 minutos do primeiro tempo: um gingado para cima da marcadora espanhola e um chute no ângulo, inapelável. Entretanto, não foi suficiente: a África do Sul perdeu por 3 a 1 para a Espanha.



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Gol da África do Sul! Kglatana domina e bate colocado para abrir o placar aos 24 do 1º tempo

Cristiane (Brasil)



Para quem quiser aprender a bater falta, uma aula de Cristiane, artilheira do Brasil. Com a canhota afiada, ele jogou a bola no ângulo, contou com a ajuda do travessão e brilhou na vitória por 3 a 0 sobre a Jamaica, na estreia da Seleção.

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Gol do Brasil! Cristiane marca o terceiro em cobrança de falta perfeita, aos 18 do 2º tempo



Galli (Itália)

Uma pancada de fora da área, que nem a goleira conseguiu segurar. Foi assim que Galli marcou para a Itália na vitória sobre a Jamaica por 5 a 0.

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Gol da Itália! Galli arrisca de fora e solta uma bomba indefensável, aos 25 do 2º tempo

Clelland (Escócia)

A atacante escocesa esbanjou categoria para aproveitar um presente da zaga japonesa. Tocou por cima da goleira e saiu para o abraço. Entretanto, não mudou o destino da sua seleção: derrota por 2 a 1 para o Japão.



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Gol da Escócia! Ichise dá presente para Clelland, que bate por cobertura e marca, aos 43’ do 2º tempo

Gol Contra



Renard (França)

A jogadora mais alta do Mundial, com 1,87m, vacilou contra a Noruega. Ao tentar cortar um cruzamento rasteiro, completou para o gol vazio. Mas Renard também tem veia goleadora: tem três gols (a favor) pela França na Copa.

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Gol da Noruega! Herlovsen cruza pela esquerda e Renard faz gol contra aos 8 do 2º tempo

O VAR em ação

Nigéria 0 x 1 França



As principais intervenções do árbitro de vídeo na Copa foram duplas. Contra a França, primeiro o VAR mostrou o pênalti a favor da França. Renard foi para a bola e perdeu, mas, em nova consulta, ficou constatado que a goleira Nnadozie se adiantou. Na segunda chance, a zagueira francesa não desperdiçou e garantiu a vitória.

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Gol da França! Rennard cobra pênalti no alto e abre o placar para a França aos 33 do 2º tempo



Escócia 3 x 3 Argentina

O mesmo aconteceu num dos jogos mais emocionantes da primeira fase. A Argentina perdia por 3 a 0 para a Escócia, mas buscou a reação. E o VAR ajudou. Nos acréscimos, o árbitro de vídeo mostrou pênalti para as sul-americanas. Bonsegundo bateu e perdeu, mas a goleira Alexander se adiantou. Na sequência, a camisa 11 argentina converteu, eliminou a Escócia e manteve a esperança hermana - que acabou não passando para as oitavas.

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Bonsegundo bate. goleira pega, mas VAR manda voltar cobrança.

Inacreditável Futebol Clube

Popp (Alemanha)



A capitã germânica desperdiçou a chance mais fácil da primeira fase: num rebote da goleira da África do Sul, na pequena área, isolou a bola.

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Buehl chuta forte e a goleira Dlamini espalma, no rebote Popp finaliza e manda por cima do gol, aos 16' do 1º tempo



Defesas

Alexander (Escócia)

A escocesa brilhou nos duelos contra as favoritas Inglaterra e Japão. Diante das rivais britânicas, mostrou muito reflexo num chute à queima-roupa de White.



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Após escanteio, White finaliza na sobra, mas Alexander defende, aos 26' do 1º Tempo

Correa (Argentina)



A veterana goleira de 35 anos brilhou contra a Inglaterra na derrota por 1 a 0. Foram pelo menos duas defesas espetaculares, com direito a um pênalti bloqueado.

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Aldana Cometti defende pênalti de Parris, aos 28' do 1º tempo



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Parris pega o rebote e chuta forte para grande defesa de Correa, aos 6' do 2º tempo

Van Veenendaal (Holanda)



A neo-zelandesa Gregorius já achava que tinha marcado, mas não contava com a agilidade de Van Veenendaal, que salvou a Holanda com uma linda defesa na vitória por 1 a 0.

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Gregorius recebe cruzamento e finaliza, obrigando van Veenendaal a fazer grande defesa, aos 06' do 2º tempo



Endler (Chile)

Enfrentar duas das melhores seleções do mundo, como Suécia e Estados Unidos, fez com que a chilena Endler trabalhasse. A gente fica com esse pequeno milagre contra as suecas:

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Sembrant cabeceia no cantinho, e Endler faz um milagre aos 25 do 1º tempo

Cantoria em alta

Chegar em alto astral para as partidas foi norma para algumas das seleções no Mundial. E uma chance para conhecer um pouco da cultura de cada país. As brasileiras, por exemplo, fizeram roda de samba na chegada aos jogos.



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Os bastidores da vitória do Brasil sobre a Itália na Copa do Mundo de Futebol Feminino

As argentinas vieram com música tradicional local e cantavam a plenos pulmões: "seguimos adiante, coração a coração".



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Jogadoras da Argentina chegam animadas e cantando para a partida contra a Escócia na Copa do Mundo de futebol feminino

Mas quem deu show foram as sul-africanas. Elas não só cantaram como também dançaram e foram atração ainda antes de a bola rolar.



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Jogadoras da África do Sul cantaram e dançaram antes de enfrentar a Espanha

A emoção



Ouvir o hino nacional numa Copa do Mundo é algo marcante para uma jogadora de futebol. As argentinas se emocionaram demais e chegaram a chorar durante a execução.

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Jogadoras da Argentina se emocionam na execução do hino antes da partida contra a Escócia



No Chile, não tem esse negócio de protocolo de 30 segundos, não. A música parou, mas jogadoras e torcedores levaram o hino acapella antes de enfrentar a Tailândia.

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Em campo, seleção do Chile canta o hino acapella



Para outras seleções, um simples gol marcado é motivo de festa. Não importa que a Tailândia tenha sido goleada por 5 a 1 pela Suécia: a atacante Sung-Ngoen entrou para a história, e a gerente do time, Nualphan Lamsam, foi às lágrimas.