Informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Lucas Musetti; faltam pendências do treinador Pedro Caixinha e sua comissão técnica
Rodrigo Florentino
Publicado em 13/10/2026, às 17h12
O Santos desembolsou quase R$ 1,5 milhão para quitar três dívidas relacionadas ao mecanismo de solidariedade da Fifa e, com isso, derrubou três dos sete transfer bans que estavam em vigor contra o clube.
As punições foram aplicadas porque o Peixe deixou de repassar aos clubes formadores os valores devidos pelas contratações de jogadores. Como as quantias eram consideradas menores, a diretoria conseguiu negociar e realizar os pagamentos.
A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Lucas Musetti.
Entre os débitos quitados estão os valores destinados ao Paraná, pela contratação do zagueiro João Basso, que já deixou o clube, e a equipes argentinas envolvidas nas negociações dos meias-atacantes Barreal e Rollheiser.
No caso de Barreal, o pagamento foi feito ao Vélez Sarsfield. Já a negociação de Rollheiser envolveu os clubes Estudiantes, Sarmiento e River Plate.
Duas das pendências correspondiam a 120 mil euros cada, aproximadamente R$ 674 mil, enquanto outra era de 55 mil dólares, cerca de R$ 275 mil, além de ajustes adicionais.
Com a regularização desses valores, o Santos passa a ter quatro transfer bans ativos, referentes às punições registradas na última semana.
A principal pendência envolve a comissão técnica do ex-treinador Pedro Caixinha. O clube deve aproximadamente R$ 15 milhões pela multa rescisória e pelos valores devidos aos auxiliares Pedro Malta e José Pratas, além do preparador de goleiros José Belman.
Enquanto não quitar a dívida, o Santos está proibido de registrar novos jogadores durante as próximas três janelas de transferências.
Além das sanções já aplicadas, a diretoria santista trabalha com a possibilidade de receber outro transfer ban, desta vez relacionado ao atacante Yusupha Nije.
O Al-Markhiya, do Catar, cobra cerca de R$ 2,2 milhões do Santos por suposto descumprimento de obrigações previstas no contrato de empréstimo do jogador.
Segundo o clube catari, o Peixe não teria cumprido os acordos estabelecidos, além de ter encerrado o vínculo antecipadamente.
A cobrança é composta por 350 mil euros referentes ao empréstimo, valor equivalente a aproximadamente R$ 1,9 milhão, e outros 50 mil euros pela rescisão antecipada, quase R$ 300 mil.
As pendências financeiras do Santos também incluem dois processos na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão ligado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Um deles foi apresentado pelo Cruzeiro, que cobra cerca de R$ 1 milhão pela transferência definitiva do zagueiro Zé Ivaldo.
O outro envolve o Cuiabá, que reivindica aproximadamente R$ 19 milhões. A cobrança está relacionada à negociação do zagueiro Joaquim e ao não repasse de valores devidos após a venda do defensor.