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Santos é punido e recebe terceiro transfer ban em 2026

Caso envolve José Francisco Belman Gonzales, que era treinador de goleiros da comissão do técnico português Pedro Caixinha

Rodrigo Florentino
Publicado em 09/10/2026, às 08h32

Clube deve pagar 200 mil euros, valor equivalente a aproximadamente R$1,1 milhão - Fernanda Luz/Agência Paulistão


O Santos voltou a integrar a lista de clubes impedidos de registrar novos jogadores, após uma decisão da Fifa relacionada a uma pendência financeira com um ex-integrante da comissão técnica de Pedro Caixinha.

A medida foi aplicada no início da noite desta quinta-feira (8), após o clube sofrer derrotas tanto na entidade máxima do futebol quanto na Corte Arbitral do Esporte (CAS).

O caso envolve José Francisco Belman Gonzales, que trabalhava como treinador de goleiros da equipe comandada pelo técnico português.



Segundo a Fifa, o Santos deve pagar 200 mil euros, valor equivalente a aproximadamente R$ 1,1 milhão, considerando a cotação oficial do Banco Central do Brasil em 14 de abril de 2025.

A quantia corresponde à indenização pela rescisão contratual e terá acréscimo de juros anuais de 5%, calculados desde aquela data até a quitação integral da dívida.

Entenda a origem da dívida

Belman e os demais integrantes da comissão técnica de Caixinha foram dispensados pelo Santos em 14 de abril de 2025.



Após o encerramento dos contratos, os profissionais cobraram as multas rescisórias previstas, que somavam cerca de R$ 15 milhões.

Diante das dificuldades financeiras, o clube tentou negociar o parcelamento dos valores, mas as tratativas não avançaram.

Com isso, Caixinha e seus auxiliares recorreram à Fifa para cobrar as quantias previstas em contrato.



A entidade condenou o Santos ao pagamento dos valores. Posteriormente, o clube recorreu à Corte Arbitral do Esporte. No mês passado, porém, o CAS confirmou a decisão anterior, mantendo a obrigação de pagamento.

Este é o terceiro transfer ban sofrido pelo Santos neste ano.

Antes, o clube já havia recebido a mesma punição por dívidas relacionadas à contratação do zagueiro João Basso, junto ao Arouca, de Portugal, em fevereiro, e pela falta de pagamento de 2,032 milhões de euros, equivalentes a cerca de R$12 milhões, ao Monaco (França) pela transferência de João Lucas.



A dívida com o clube francês foi quitada com o auxílio da NR Sports, empresa do pai do atacante Neymar Jr.

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