Atleta emprestado pelo Santos é alvo de operação contra tráfico de drogas e armas

Jogador cedido ao Vila Nova (GO) teve o armário vistoriado em centro de treinamento de Goiás e nega envolvimento ilícito

Rodrigo Florentino
Publicado em 31/08/2026, às 11h55

Hayner tem contrato com o Santos até o final de 2026 - Raul Baretta/Santos FC


O lateral-direito Hayner, que pertence ao Santos e atua emprestado no Vila Nova (GO), foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo nesta segunda-feira (31).

Ação, batizada de Operação A Tropa, investiga um grupo suspeito de tráfico interestadual de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do jogador e em seu armário pessoal no centro de treinamento do clube goiano.



Em nota divulgada nas redes sociais, a diretoria do Vila Nova informou que o atleta acredita na inclusão do seu nome na medida judicial por causa de uma amizade de infância com um dos investigados.

O suspeito cresceu na mesma comunidade do jogador, no Espírito Santo, local que também possui ligação com outros atletas investigados.

O Vila Nova declarou que a ação busca “averiguar a eventual existência, ou não, de qualquer relação ilícita entre o atleta e o investigado”.



O clube acrescentou que Hayner “colaborou integralmente com as autoridades e se colocou à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários”.

Histórico no Santos

Hayner atuou pelo Santos em 2024 via empréstimo do Azuriz (PR). No clube da Vila Belmiro, o atleta conquistou o título da Série B do Campeonato Brasileiro e o vice-campeonato paulista, quando o time perdeu a final para o Palmeiras.

Ele recebeu o prêmio de melhor lateral-direito do torneio estadual e somou 38 partidas e um gol pela equipe santista. Hayner tem contrato com o Santos até o final de 2026.



Confira a nota do Vila Nova

NOTA OFICIAL

O Vila Nova Futebol Clube vem a público se manifestar sobre a Operação A Tropa, deflagrada pela Polícia Federal, que teve entre seus alvos o nosso atleta Hayner, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência e, no Centro de Treinamento Vila do Tigre, exclusivamente em seu armário pessoal, para averiguação.

Segundo relato do próprio atleta, não há qualquer envolvimento de sua parte com atividades ilícitas. Hayner acredita que tenha sido incluído entre os alvos da medida judicial em razão de uma amizade de infância com um dos investigados por tráfico de drogas, que é oriundo da mesma comunidade onde o jogador cresceu, no Espírito Santo, local também relacionado a outros atletas que foram alvo da operação.

A medida tem como objetivo justamente averiguar a eventual existência, ou não, de qualquer relação ilícita entre o atleta e o investigado. Hayner colaborou integralmente com as autoridades e se colocou à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários.

O Vila Nova Futebol Clube também se colocou à disposição das autoridades e da Justiça para contribuir com o esclarecimento de todos os fatos. O clube ressalta que respeita integralmente o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, princípios fundamentais para a apuração de qualquer situação.

Até o momento, o atleta segue exercendo normalmente suas atividades profissionais. Ao longo de sua passagem pelo clube, o atleta sempre demonstrou profissionalismo, cumprindo regularmente suas obrigações e não tendo, até então, dado qualquer margem para questionamentos dessa natureza.

O Vila Nova aguarda os desdobramentos da operação e, a partir dos fatos que forem efetivamente apurados pelas autoridades competentes, tomará as medidas que eventualmente se fizerem necessárias.

O clube reforça, por fim, que sempre esteve e continuará à disposição das autoridades, cumprindo rigorosamente seus compromissos legais e colaborando para o esclarecimento dos fatos.

VILA NOVA FUTEBOL CLUBE

Dados da operação

No total, as equipes cumpriram quatro mandados de prisão temporária e outros 15 de busca e apreensão no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, em Goiás e no Distrito Federal.

Cerca de 100 policiais civis participam da operação, com apoio de 38 viaturas e dois helicópteros.



O nome da ação refere-se à forma como os próprios investigados identificavam o grupo.

Na mesma operação, a Polícia Civil cumpriu mandados contra o atacante do Vasco David Corrêa, conhecido como DVD.

Os agentes estiveram na casa do jogador, na Barra da Tijuca, e no centro de treinamento do clube carioca, em Jacarepaguá.



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