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Conselho Deliberativo da Portuguesa Santista aprova carta de intenções para revitalizar Ulrico Mursa e área social

Proposta prevê modernização do complexo Ulrico Mursa, captação de recursos privados e criação de novos espaços de lazer, cultura e convivência

Redação
Publicado em 20/10/2026, às 17h15

Proposta busca ampliar o papel do Ulrico Mursa para além de sua tradicional vocação esportiva - Gustavo Machado/Agência Briosa


O Conselho Deliberativo da Portuguesa Santista aprovou, por unanimidade, a carta de intenções apresentada pela Eixo Cultura e Esporte para o desenvolvimento do projeto Aldeia Briosa. 

A iniciativa prevê uma parceria comercial voltada à modernização, valorização e ampliação das possibilidades de utilização do complexo esportivo Ulrico Mursa, em Santos, com o objetivo de fortalecer o patrimônio do clube e criar novas fontes de receita para a instituição.

A aprovação representa o primeiro passo para o avanço da proposta, mas ainda não significa a autorização definitiva do projeto nem o início das obras.



O documento tem caráter preliminar e não vinculante, estabelecendo as bases para a execução de estudos técnicos, análises jurídicas e avaliações que poderão subsidiar uma eventual formalização da parceria.

A proposta busca ampliar o papel do Ulrico Mursa para além de sua tradicional vocação esportiva, transformando o complexo em uma referência regional de lazer, convivência, cultura e esporte na Baixada Santista.

A intenção é valorizar a estrutura histórica da Portuguesa Santista, aproximar o clube da comunidade e diversificar as atividades oferecidas no espaço.



Projeto prevê modernização da infraestrutura

Entre as possibilidades previstas no planejamento estão intervenções em diferentes áreas do complexo esportivo, com melhorias que poderão contemplar o gramado, o sistema de drenagem, a iluminação, as arquibancadas, os sanitários e as áreas comuns.

A iniciativa também prevê o estudo de novos espaços destinados a atividades comerciais, de lazer e convivência.

A proposta é ampliar as possibilidades de utilização do Ulrico Mursa, criando ambientes capazes de receber diferentes públicos e atividades, além dos eventos ligados ao futebol e às demais modalidades esportivas.



Para viabilizar as intervenções, o projeto prevê a captação de recursos privados e a estruturação de oportunidades de exploração comercial. O modelo busca permitir investimentos na infraestrutura sem exigir aporte financeiro direto da Portuguesa Santista.

A expectativa é que a modernização e a diversificação das atividades contribuam para valorizar o patrimônio do clube, ampliar sua presença na comunidade e estabelecer novas possibilidades de sustentabilidade financeira a longo prazo.

Clube vê oportunidade para fortalecer estrutura e atividades sociais

O presidente da Portuguesa Santista, Frederico Garcia Barreiros, destacou que a aprovação da carta de intenções representa uma etapa inicial importante para o futuro da instituição.



Segundo ele, a proposta pode contribuir tanto para a manutenção do clube social quanto para o fortalecimento da estrutura que dá suporte às atividades esportivas.

“A aprovação é o primeiro passo de um projeto enorme que a Portuguesa tem pela frente. É uma oportunidade de garantir a manutenção e a longevidade do clube social, com reflexos também no futebol. A proposta pode trazer benefícios para toda a infraestrutura e abrir caminho para a reativação das atividades sociais, fundamentais para o futuro da Portuguesa", afirma o presidente da Briosa.

Já a diretora-executiva da Eixo, Renata Feitoza Nascimento, a proposta parte da possibilidade de conciliar a valorização dos espaços do Ulrico Mursa com a criação de novas fontes de receita para a instituição. 



"Queremos estruturar uma parceria que contribua para valorizar o patrimônio da Portuguesa Santista, modernizar seus espaços e criar oportunidades de receita que ajudem a sustentar o clube no longo prazo. Este primeiro passo é importante para aprofundarmos os estudos e construirmos uma proposta consistente, respeitando a história da Briosa e a autonomia da instituição", disse Nascimento.

A continuidade do processo depende dessas etapas e de aprovações em comissões internas do clube.

A proposta prevê que a Eixo seja responsável pela estruturação dos projetos e pela busca de recursos privados, sem aporte financeiro da Portuguesa. 



O modelo também preserva a autonomia administrativa, técnica e esportiva da associação, mantendo sob responsabilidade do clube as decisões relacionadas ao futebol e às demais modalidades esportivas.

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