Um projeto de futuro

A revitalização da orla da praia faz parte de ambicioso plano de desenvolvimento turístico da cidade. Primeira etapa, já com verba aprovada pelo Dade, depende agora dos processos de licitação.

Da Redação
Publicado em 01/04/2019, às 08h50 - Atualizado em 26/08/2020, às 22h08

- Divulgação


Se algo nos remete ao ideal de uma praia perfeita, sem dúvida é a infraestrutura da orla de sua cidade. Além do mar imenso e verde para nadar,e das areias claras e fofas para se estirar ao sol,nada melhor do que um espaço ao ar livre para passear, pedalar, correr, paquerar, ou apenas relaxar e admirar o ir e vir das pessoas.

E Bertioga pode entrar para o rol das cidades que oferecem esse privilégio a quem a frequenta. Com assinatura de um dos mais renomados arquitetos brasileiros, Ruy Ohtake, o projeto de revitalização da orla tem a audaciosa proposta de ser o primeiro jardim com intervenção artística à beira-mar do país.



A ideia é criar um grande tapete verde, dotado dos mais diversos equipamentos turísticos por toda a orla,desde o Jardim Veleiros (área central) até Boracéia (na divisa com São Sebastião), totalizando 33 km.

Orçada em R$ 6,5 milhões, a primeira etapa da obra, que se estende do Forte até o loteamento Vila Agaó, com equipamentos turísticos simples (veja quadro ao lado) já recebeu o sinal positivo do Departamento de Apoio e Desenvolvimento das Estâncias(Dade), órgão que libera recursos para equipamentos turísticos, desde que haja projetos e que estes sejam aprovados.



O pacote técnico desta primeira etapa, com orçamentos e aprovações legais, como da Cetesb e Ibama,entre outros, foi aprovado, e a liberação do recurso, no valor de R$ 7 milhões, publicada no Diário Oficial do Estado, dia 27 de março último. A verba disponibilizada é referente aos recursos do Dade 2008 e 2009.

Agora, segundo a arquiteta chefe da Seção de Habitação e Planejamento da prefeitura, Daniela Teixeira Mariano, o próximo passo é iniciar o processo de licitação para a escolha da construtora.“Essa etapa leva cerca de 90 dias, e a empresa ganhadora tem mais um prazo de 30 dias para iniciar as obras. Estamos tentando finalizar todo esse processo antes das eleições para iniciar ainda este ano. Depois de começada a obra, a previsão de entrega é de um ano e meio”, revelou.



Etapa seguinte

Um pouco mais arrojada, a segunda etapa do projeto, que abrange o trecho entre o Forte São João e o Jardim Veleiros, conta com estruturas de grande porte, como shopping, marina e iate clube, e propõe,ainda, o deslocamento do atracadouro da balsa e mercado de peixe, a serem recuados para o lado mais próximo ao Jardim Veleiros.



Apresentada oficialmente pelo arquiteto Ruy Ohtake, dia 16 de março, deve demorar um pouco mais para sair do papel, já que o orçamento do custo da obra (que não inclui o shopping e o iate clube)e demais detalhes técnicos, ainda estão em fase de elaboração.

Mas há razões para acreditar que a coisa vai andar. De acordo com Daniela Teixeira, a proposta do projeto está aprovada dentro do plano de trabalho de projetos turísticos para o estado de São Paulo e deve receber os R$ 5 milhões do Dade 2010, previsto para Bertioga. “O Dade também já autorizou a apresentação do pacote técnico desta segunda etapa, isto inclui Cetesb e Ibama”, informou Daniela Mariano.

A arquiteta adiantou que agora sua equipe trabalha no cálculo do custo da obra, que deve ser apresentado dentro do pacote técnico. “Essa etapa deve ter seu processo concluído, só a partir de dezembro e vamos ver se há a viabilidade de destinar os recursos do Dade  2011 para esta fase do projeto”, revelou.