Da Redação
Publicado em 16/07/2019, às 07h06 - Atualizado em 26/08/2020, às 22h10
Quando a Sobloco Construtora S/A, decidiu iniciar o projeto da Riviera de São Lourenço, nos anos 70, Bertioga era apenas um pacato distrito de Santos, e sequer existia a rodovia Mogi-Bertioga. Mas, já naquela época, o diretor superintendente da empresa, Luiz Carlos Pereira de Almeida, 69 anos, previa um futuro promissor para esta faixa do litoral paulista.
Passados mais de 15 anos, o empresário não tem dúvida de que acertou em sua previsão. "O Guarujá está lotado, Praia Grande também, Santos não tem para onde crescer; isso aqui (Bertioga ) é a pérola do litoral norte" avalia Luiz Carlos. Para ele, as demais cidades do LN têm uma desvantagem em relação a Bertioga: a distância de São Paulo.
Para o diretor-superintendente da Sobloco, Bertioga tem todas as condições de se transformar num centro turístico. "O Brasil é um país onde 30% a 40% são pessoas de poder aquisitivo alto. Representam 50 milhões de pessoas. Não há no mundo país com 50 milhões de pessoas de alto poder aquisitivo", afirma o empresário. Luiz Carlos lembra que "o paulistano tem uma atração pelo mar, para fugir do stress". Ele acredita que esse perfil da população paulista e a pujança econômica da Grande São Paulo são os ingredientes básicos para fazer de Bertioga o novo "point" de lazer e recreação dos paulistas, já que, além de boas praias, a cidade está a apenas 100 quilômetros do centro de São Paulo. "A Grande São Paulo tem um PIB equivalente aos da Colômbia, Chile, Paraguai e Uruguai juntos", contabiliza. O sucesso da Riviera de São Lourenço, na opinião do empresário Luiz Carlos Pereira de Almeida, pode ser o primeiro passo para a viabilização de Bertioga como grande polo turístico. Ele acredita que "com mais dois ou três empreendimentos como a Riviera, seremos um grande polo".
Mas, para atingir essa meta, Bertioga precisa transpor alguns obstáculos, avisa o diretor da Sobloco. O primeiro deles é a falta de saneamento básico. Outro problema, continua Luiz Carlos, é a questão habitacional. De acordo com ele, o atual Código de Obras de Bertioga – herdado de Santos - é "elitista", porque só permite a construção de casas de alto padrão. Como consequência, as famílias de baixa renda que vêm à cidade, geralmente atraídas pelo mercado de trabalho na construção civil, ficam impedidas de construir casas populares, o que acaba contribuindo para o surgimento de favelas. O atual Código de Obras está dificultando, inclusive, um projeto da Sobloco para construir moradias populares. Segundo Luiz Carlos, a empresa está tentando construir o Parque Anchieta, destinado a abrigar trabalhadores da empresa em Bertioga, mas a iniciativa vem esbarrando no Código de Obras do município.