Da Redação
Publicado em 26/06/2019, às 12h45 - Atualizado em 26/08/2020, às 22h10
Miguel Macedo, hoje com 82 anos, era o ''homem do telégrafo de Bertioga''. Em 12 de dezembro de 1942, ele assumiu a profissão herdada de seu pai Manoel Cândido Fonseca. O posto, a princípio, ficava anexo ao Forte São João. O trabalho era feito com muita dificuldade, em função dos problemas de transporte da época. "Eu chegava a andar 60 quilômetros para entregar um comunicado em Guaratuba", lembra Macedo.
Nascido em São Sebastião, em 1913, Miguel Macedo se dirigiu a Bertioga, aos sete anos, com sua família. "Viemos a pé. Não havia praticamente nada na cidade, apenas algumas casas de taipa", recorda. Porém, o que ele realmente considerava de grande importância era o serviço da Companhia Santense de Navegação, "que atuou até a década de 1970", conclui.
Miguel Macedo trabalhou durante 32 anos como telegrafista. Hoje, aposentado, ele vive em uma casa no centro de Bertioga. Acompanhando o desenvolvimento da cidade, afirma que a emancipação político-administrativa de Bertioga foi de muita relevância, uma vez que não está mais ligada a Santos. “Apesar de minha idade, espero um futuro melhor para Bertioga", declara Macedo. Atualmente, ele entende que a cidade está em processo de mudanças efetivas e diz que ficará muito contente quando o problema de saneamento básico for resolvido em benefício da comunidade.