Bertioga quase se tornou a primeira cidade do Brasil

Da Redação
Publicado em 03/07/2019, às 08h03 - Atualizado em 26/08/2020, às 22h10

- Divulgação


A história conta que, por pouco, Bertioga, não teve a oportunidade de ser a primeira cidade do Brasil. Em 1531, quando o militar e administrador colonial Martin Afonso de Souza deu início à colonização do litoral brasileiro, considerou a possibilidade de se estabelecer em Bertioga. Mas, a partir de orientações de João Ramalho, mudou de ideia. Assim, Martin Afonso seguiu em direção ao sul e fundou a Vila de São Vicente, no dia 22 de janeiro de 1532. Alguns anos depois, surgiu o primeiro núcleo de população portuguesa de Bertioga. Trata-se de Diogo de Braga, sua mulher e cinco filhos. Aliás, a paliçada - que depois se transformaria no Forte São João - foi construída por cinco mamelucos, filhos do casal, que se chamavam João, Diogo, Domingos, Francisco e André, conforme relatos do artilheiro Hans Staden.

Em 1547, a paliçada foi substituída por alvenaria de cal e pedras, tornando a fortaleza mais segura contra ataques. Vale lembrar que, no mesmo ano, índios tamoios, reunidos em 70 canoas, assaltaram o Forte, mas foram repelidos pelos soldados. Já, em 1565, Estácio de Sá partiu de Bertioga com sua esquadra, para fundar a cidade do Rio de Janeiro. Em uma carta-relatório, do primeiro governador geral do Brasil Tomé de Souza, datada de 1553, ele informava a fundação de mais uma vila na Capitania de São Vicente, chamada Bertioga. Porém, somente em 1953, obteve sua real elevação à categoria de Vila com a criação do distrito de mesmo nome, integrante do município de Santos. No início do século XVIII, Bertioga era um grande porto de navios baleeiros. Durante bom período, o azeite de baleia era fornecido para ajudar na iluminação de Santos, São Vicente, São Paulo, São Sebastião e parte do Rio de Janeiro.



A partir do século XIX a fase baleeira entrou em declínio, marcando o fim do desenvolvimento de Bertioga, transformando-a em um simples pouso. Até 1940, o local  caracterizou-se como aldeia de pescadores, com cerca de 25 casas e três pequenos estabelecimentos comerciais.