Da Redação
Publicado em 26/06/2019, às 12h24 - Atualizado em 26/08/2020, às 22h10
Antonio Rodrigues, 69 anos, há 64 anos morando no bairro do Indaiá, sente muitas saudades dos tempos antigos de Bertioga, quando o povo comemorava as festas religiosas e cultivava a tradição dos caiçaras. "Hoje acabou tudo isso; veio o progresso; gente de outras cidades e até os caiçaras, já morreram em sua maioria'', lembra. Para ele, naquela época, a população vivia melhor do que agora, pois não havia tantas pessoas em Bertioga e se tinha mais segurança.
Rodrigues relembra com saudades das festas religiosas daqueles tempos: "Hoje só se comemora Festa da Tainha, em julho, e a Festa do Bom Jesus, em agosto, acabando com a tradição antiga”. Diz ainda que havia mais união entre as pessoas do vilarejo.
No serviço, Antonio Rodrigues dedicou-se ao comércio e também trabalhou com José Ermírio de Morais, por nove anos. Depois resolveu abrir seu próprio comércio em 1950, onde até hoje trabalha com bar e mercearia, no Indaiá.
Valeu a pena
Quanto à emancipação do município, ele afirma que foi válida a independência de Bertioga do município de Santos. "Apesar das dificuldades iniciais da nova administração, acho que a cidade está melhor porque antes dependíamos de Santos para tudo", explica.
Em sua opinião, o principal problema que vem atingindo o Indaiá e outros bairros de Bertioga é a falta de água tratada. Além disso, Rodrigues reclama também da falta de segurança no bairro que, segundo ele, é ocasionada por pessoas de fora e pelo grande número de favelas no município. Pai de um dos vereadores de Bertioga, Antonio Rodrigues Filho, ressalta que nunca participou de um processo eleitoral e finaliza "quero mais é sossego".