Paulinho recebe 14.459 mil votos, mas Mongaguá não define novo prefeito

Candidato teve 42,47% dos votos, mas disputa segue indefinida por decisão judicial sobre o registro de candidatura, que ainda está sub judice

Lenildo Silva
Publicado em 07/10/2024, às 09h42

Paulo recebeu 42,47% dos votos válidos, mas candidatura está “anulada sub judice” - Divulgação/Paulinho Wiazowski


A cidade de Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, encerrou o processo eleitoral de domingo (6) sem definir um prefeito eleito. O candidato mais votado, Paulo Wiazowski Filho (PP), o Paulinho, recebeu 42,47% dos votos válidos, o equivalente a 14.459 votos. No entanto, a candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral, e permanece “anulada sub judice”, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) esclareceu que, apesar da anulação, há um recurso pendente de julgamento, o que mantém a situação indefinida. Caso o indeferimento seja confirmado, os votos de Wiazowski serão anulados. Se o recurso for aceito, os votos serão validados.

Os demais candidatos foram Rodrigo Casa Branca (União), que obteve 9.853 votos (28,94%), e Rafael Redó (Republicanos), com 9.735 votos (28,59%).



O que aconteceu

O desembargador federal Luís Paulo Cotrim Guimarães, membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), e relator do processo de recurso do candidato Paulinho, deu voto desfavorável ao ex-prefeito, na terça-feira (1º). O juiz Regis de Castilho pediu vistas ao processo.

Segundo o TRE-SP, após a análise de Castilho, o processo voltará à sessão de julgamento. Durante o discurso, o desembargador destacou que a “condução da gestão foi pautada em má fé” e que o réu gastou o dinheiro público de forma desnecessária em publicidade durante a sua gestão de prefeito, de 2009 a 2012, quando foi avisado sete vezes pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

Após a decisão do desembargador, a assessoria do candidato publicou nota na qual informa que o candidato se mantinha otimista. “A propaganda dos adversários que tentam enganar a população dizendo que os votos para o Paulinho não serão válidos deve ser enquadrada como ‘fake news’, já que o julgamento nem terminou. Acreditamos na Justiça e cremos que o nome do Paulinho estará nas urnas e todos os votos para ele serão validados”, informou à época. O candidato ainda não se manifestou após os resultados das urnas.



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