As estratégias de retenção de talentos devem ser conhecidas e aprimoradas.
JULIANA DEL ROSSO
Publicado em 26/10/2021, às 14h20 - Atualizado às 17h19
Você já deve ter ouvido a palavra onboarding, especialmente porque se trata de uma tendência em crescimento e que tem sido muito debatida como estratégia de retenção de talentos e de fidelização de funcionários.
Podemos dizer que o onboarding é o processo de "embarcar", de começar a fazer parte de algo maior - no caso, da própria empresa. Por meio desse processo de integração, há mais facilidade para adaptar novos colaboradores aos métodos de trabalho, aos valores e cotidiano da companhia, mas não só.
O onboarding é uma forma de "quebrar o gelo", ou seja, permitir que os novos trabalhadores se sintam parte da companhia mais depressa. É natural que, nos primeiros dias, as pessoas se sintam um pouco deslocadas.
Quando nos preocupamos em trazê-las para perto, portanto, diminuímos esse mal estar e fazemos com que as equipes se aproximem e comecem a trabalhar juntas e confortavelmente em pouco tempo.
Já se foi o tempo em que o colaborador era apenas apresentado aos seus colegas e superiores.
Hoje, compreendemos que, quanto mais humanizado for o processo de recepção, maior a possibilidade de que aquele funcionário vista a camisa da instituição. As dúvidas sobre fazer a escolha certa, depois de um bom processo de onboarding, tendem a se dissipar.
A seguir, falaremos um pouco mais sobre esse embarque. Confira!
Além do que já citamos, que é a integração mais veloz do trabalhador ao ambiente de trabalho, há um ganho significativo de produtividade. Não apenas quem está chegando se torna motivado, mas também quem já está "em casa" são renovados por processos de boas-vindas.
Todos nós gostamos de rituais e celebrações e, quando fazemos parte de algo do gênero, tendemos a nos afetar positivamente por ele.
O turnover, por consequência, tende a estar sob controle: afinal, se as pessoas se sentem parte de um organismo vivo e necessárias para o seu funcionamento, elas terão menos desejo de ir embora. Na verdade, a tendência é que elas se esforcem para continuar por perto - e isso é o que desejamos!
Convém lembrar, porém, que este não é o único processo de integração de novos colaboradores, tampouco é suficiente para manter as equipes motivadas e satisfeitas.
O processo de cuidar dos colaboradores envolve manter-se atento no cotidiano, acompanhando e monitorando níveis de engajamento, feedbacks, qualidade de comunicação, níveis de absenteísmo, etc. Como se pode ver, o trabalho do RH é intenso - mas é a partir dele que, de fato, as empresas conseguem crescer.
Primeiro, é preciso que haja um planejamento. Cada funcionário vem de um lugar e possui uma função específica, que envolve lidar com um grupo de pessoas dentro da empresa.
Assim, quando alguém está chegando, você precisa entrar em diálogo com a equipe - dessa maneira, todos estarão receptivos e prontos para abraçar o novo membro.
Durante os três primeiros meses, é natural que o trabalhador tenha um pouco de dificuldade para entender os mecanismos de funcionamento da companhia. Por isso, é interessante acompanhá-lo a cada trinta dias, durante este período, para saber o que ele tem achado, o que pode melhorar e o que tem sido feito de maneira correta.
Recepção, com entrega de materiais de boas-vindas (geralmente um kit, com guloseimas, bebidas, squeezes ou similares com o logo da empresa). Nessa situação, há a apresentação do novo funcionário para os seus gestores e para os demais colegas;
Definição de mentores (geralmente líderes), com reuniões pontuais para que seja possível explicar ao novo funcionário o que ele deve fazer e quais são os resultados esperados;
Treinamentos gerais e específicos;
Contextualização de projetos, apresentação de cases de sucesso, reafirmação de valores e compromisso da empresa;
Encontro mais informal com os colegas da empresa e com os gestores, geralmente em confraternizações abertas;
Reuniões de feedback, geralmente feitas após a primeira semana e, depois, mensalmente;
Apresentação de vídeos institucionais ou de vídeo-aulas.
Em épocas de pandemia, os processos de onboarding têm sido feitos à distância. Nesse caso, as reuniões e encontros são feitos online, respeitando o cronograma que foi feito pelo RH.
Mesmo com esse afastamento físico, é possível integrar o funcionário e fazer com que ele se sinta desejado e parte da equipe. Às vezes, é preciso ter um pouco de criatividade e adaptação.