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Qual a diferença da previdência privada para um seguro de vida?

Neste artigo, além de falarmos sobre isso, tiraremos uma dúvida constante: há, de fato, aproximação entre a previdência privada e os planos de seguro de vida? Confira.

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Publicado em 11/06/2021, às 13h11 - Atualizado às 14h46



Desde a Reforma da Previdência, cada vez mais pessoas têm buscado maneiras de adquirir uma segunda fonte de renda e, então, desfrutar de uma aposentadoria mais tranquila. Nesse ínterim, a previdência privada surge como uma boa opção, visto que não pesa no bolso e que tem resultados, de fato, bastante satisfatórios.

Embora estejamos diante de uma tendência em crescimento, já que até as empresas têm oferecido planos de previdência corporativa como benefícios, ainda há bastante dúvida sobre o assunto, mesmo entre os interessados. Você sabe, por exemplo, qual é a diferença entre previdência fechada e aberta?

Previdência privada fechada ou aberta: qual é a diferença?



As companhias que oferecem planos de previdência privada abertos são sociedades anônimas, como bancos, seguradoras e instituições financeiras, que possuem fins lucrativos. Os serviços oferecidos por tais grupos podem ser adquiridos por qualquer pessoa, seja ela jurídica ou não.

Para que as empresas possam oferecer planos de previdência privada abertos, é preciso que elas possuam autorização e sejam fiscalizadas pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda. Além disso, devem ser normatizadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados.

A previdência fechada, por sua vez, também é chamada de fundo de pensão. Ao contrário da outra opção já citada neste artigo, esta não possui fins lucrativos - o que, por consequência, faz com que seja mais acessível do que os planos de previdência aberta.



Embora mais acessíveis, não quer dizer que não possuam taxas: é normal que haja uma taxa de administração, a qual geralmente não é tão alta assim.

Os planos de previdência fechados têm esse nome porque, de fato, são acessíveis a apenas uma fatia da população, geralmente funcionários de uma empresa ou pessoas que fazem parte de alguma categoria específica. 

Como mencionamos no início do artigo, vantagens do gênero são geralmente oferecidas como benefícios corporativos.



Previdência privada e seguro de vida são a mesma coisa?

Não. Embora sejam oferecidos por seguradoras, não são produtos análogos e não dispensam a contratação um do outro. Não é preciso, portanto, fazer uma escolha entre ambas as opções: se for possível, adquira as duas coisas.

A principal diferença entre previdência privada e seguro de vida está, claro, na finalidade. A primeira, como sabemos, tem como objetivo a arrecadação de dinheiro por um tempo específico, para que esses fundos possam ser utilizados de forma inteligente durante a aposentadoria.



Os aportes são feitos com frequência variável e dialogam com a possibilidade de renda do interessado. 

No caso dos planos de previdência privada corporativos, os valores são descontados automaticamente em folha de pagamento, o que certamente é uma boa ideia: uma vez que o trabalhador não tem acesso a esse dinheiro, não cairá na tentação de gastá-lo com outros fins.

Nos planos de previdência privada, o direito de usufruir do dinheiro guardado durante um tempo específico não está condicionado a nenhum acontecimento senão à própria aposentadoria. Ou seja: ao final do período de aportes, o trabalhador poderá ter acesso ao dinheiro que guardou e fez render.



Em caso de falecimento, os recursos dos planos de previdência podem ser transmitidos a beneficiários sem a necessidade de inventário, o que poupa tempo e colabora para o emocional de todos os envolvidos. 

Seguro de vida: entenda

Como sabemos, o seguro de vida tem como objetivo a proteção financeira do segurado e de sua família caso haja morte ou invalidez.



Na prática, aquele que contrata o seguro de vida não fará uso do serviço em vida, exceto em casos excepcionais - há, planos por exemplo, que dão recursos ao beneficiário em caso de doenças graves ou invalidez permanente.

O pagamento dos recursos do seguro de vida geralmente está relacionado à ocorrência de um sinistro. Em geral, é uma opção interessante para pessoas que têm famílias numerosas ou que se preocupam com o que deixarão para seu cônjuge e filhos em caso de falecimento.

Trata-se de um seguro bastante comum, visto que pode ser adquirido por preços bastante aceitáveis. Além disso, aquele que contrata um seguro de vida pode vir a desfrutar de uma série de vantagens após um pequeno número de pagamentos.



No caso de falecimento do segurado, a indenização do seguro de vida não entra em inventário - o que, como já mencionamos, também colabora para a diminuição das questões burocráticas e do cansaço emocional, tão particular do luto.