Existem ferramentas que, quando aplicadas, podem facilitar diversos processos que são de responsabilidade do RH.
JULIANA DEL ROSSO
Publicado em 26/10/2021, às 14h23 - Atualizado às 17h25
A utilização da tecnologia em RH tem permitido aos trabalhadores dessa área que otimizem processos que outrora eram feitos de forma manual e tremendamente cansativa, mas não só. Existem ferramentas que permitem a organização de pastas, a emissão de documentos, entre outras coisas fantásticas.
Sem a necessidade de tomar conta desses processos, o RH pode se dedicar a outras atividades mais importantes - como, de fato, desenvolver novas formas de se aproximar e de fidelizar o trabalhador.
Entre essas, podemos destacar: a implementação de benefícios corporativos diferenciados, como plano de previdência privada, home office em dias específicos (ou mesmo durante a maior parte da jornada de trabalho), oferecimento de creche no escritório… As opções são múltiplas.
Para oferecer as vantagens que mais dialogam com os trabalhadores, o ideal é que o RH conheça profundamente aqueles que fazem parte da corporação. Assim, os benefícios oferecidos de fato estarão de acordo com o que esperam os funcionários, o que aumenta a satisfação, a permanência e a produtividade coletiva.
O processo de conhecer a fundo os colaboradores pode ser feito de diversas maneiras. Hoje, falaremos sobre o People Analytics. Confira!
Também chamado de análise de pessoas, trata-se de uma abordagem utilizada pelo RH que consiste na coleta, na organização e na análise de dados de membros da companhia. Para fazer isso, os funcionários contam com o apoio de softwares especializados em gestão de pessoas.
Além de permitir que façamos o mapeamento dos colaboradores, identificando pontos em comum, divergências e detalhes a serem melhorados, o People Analytics monitora fatores como produtividade, satisfação e retorno.
Esses dados, além de colaborarem para a implementação de novos benefícios, como já comentamos, também permitem ao RH que tome decisões relacionadas a novos e antigos talentos, melhore os seus processos de recrutamento e seleção, entre outras coisas.
A coleta de dados varia de acordo com aquilo que o RH deseja analisar. Os dados podem vir de fontes múltiplas: das redes sociais de candidatos a uma vaga às pesquisas feitas por meio de formulários, tudo pode ser investigado.
Após essa etapa, passamos para o cálculo, que é a etapa de avaliação dos dados coletados. Atenção: só conseguimos fazer essa verificação se temos uma pergunta a responder e, claro, dados que dialoguem com a pergunta em questão.
A partir daí, vamos para o processo de análise. As respostas são adquiridas de acordo com a qualidade dos dados coletados e podem revelar muito à equipe do RH.
Finalmente, chegamos à parte onde fazemos o cruzamento de todos os dados, variáveis e pesquisas adquiridos nas etapas anteriores. Nesse processo, chamado de modelagem, começamos de fato a mudar as coisas.
Munidos de todos esses detalhes, os profissionais podem resolver situações pontuais, promover reuniões de feedback, entrar em contato com líderes e funcionários específicos e até alterar a sua forma de selecionar membros para a instituição.
Quando não temos dados para embasar as nossas decisões, estamos confiando em "uma intuição". Na prática, não temos nenhum indício real de que aquele é o melhor caminho a seguir. Isso pode gerar impacto negativo na companhia, além de perdas financeiras.
Quando temos uma análise detalhada das necessidades da empresa, por exemplo, somos capazes de selecionar, entre todos os currículos que nos são enviados, aqueles que de fato dão aquilo que a vaga pede.
E o melhor: esse processo não precisa ser manual, já que a máquina seleciona, entre as opções existentes, aquelas que são mais adequadas às palavras-chave escolhidas.
Isso não é tudo. Se temos um grande arsenal de informações, temos a capacidade de identificar equívocos cometidos por funcionários, comportamentos - especialmente em redes sociais! - que não dialogam com as políticas da empresa, etc.
O fato de que o People Analytics é capaz de proporcionar uma visão ampla sobre pequenos detalhes é fascinante, mas não só. Ele é de fato útil, especialmente para organizações que possuem muitos funcionários e estão frequentemente em processos de recrutamento e seleção.
Com o passar dos meses, a tendência é que não apenas esses processos se tornem mais velozes e simples, mas que erros que geraram prejuízo não tornem a acontecer.
Concluímos que se trata de uma ferramenta fundamental para as companhias que desejam tornar os seus RHs mais tecnológicos e alinhados com as demandas do mercado - e que decidiram que não têm mais tempo a perder.