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Eleição dramática...

Claudio Coletti
Publicado em 16/09/2018, às 14h46 - Atualizado em 23/08/2020, às 17h27

- Reprodução Internet


A eleição presidencial desse ano é considerada a mais imprevisível desde a redemocratização do país e ela já está marcada por dois fatos dramáticos, inéditos e inusitados. O primeiro fato é o atentado à vida do presidenciável Jair Bolsonaro, colocando-o no hospital por tempo indeterminado.  O segundo fato tem como protagonista o ex-presidente Lula, que ficará fora da corrida presidencial, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que o declarou inelegível por ser “ficha suja”. Agora, de dentro da cadeia, em Curitiba, Lula vai tentar a proeza de transferir seus votos para o seu substituto Fernando Haddad. Será a quarta tentativa para eleger um “poste”. As três anteriores, coroadas de êxito, foram para eleger Fernando Haddad prefeito da cidade de São Paulo, e as eleição e reeleição de Dilma Roussef. A deputada estadual gaúcha Manoela D’Avila, do PCdoB, foi escolhida para ser a candidata a vice na chapa de Haddad

As pesquisas eleitorais indicam que, com Lula fora do páreo, o presidencial Jair Bolsonaro terá votos suficientes para garantir  a sua ida para o segundo turno da eleição; vai disputar a presidência da República contra um dos seguintes candidatos: Marina Silva, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin ou Fernando Haddad.  Na opinião de cientistas políticos, Jair Bolsonaro, com ao tentado que sofreu em Juiz de Fora, fortalecerá em muito sua candidatura. Passou a ser visto como vítima, o que contribuiria para reduzir a sua alta taxa de rejeição, considerada a mais elevada entre os 13 presidenciáveis. Bolsonaro aumentará seus votos, por simpatia, por pena, dó.

Depois do atentado em Juiz de Fora, Marina, Ciro, Alckmin e Haddad promoveram mudanças em suas estratégias na busca de votos. No lugar de ataques, ofensas e tentativas para destruição de adversários, optaram por apresentação de propostas de governo e por mensagens no sentido de uma conciliação nacional. Paz ao invés de guerra.  A disputa entre os quatro presidenciáveis para chegar ao segundo turno será dramática, levando em conta a proximidade entre eles nas intenções de votos. E eles já sabem que terão pela frente Jair Bolsonaro, no segundo turno. Aí, então, será uma nova eleição, bem diferente da do primeiro turno. As alianças e acordos que vierem a ser feitos definirão o presidente da República a ser eleito em 28 de outubro. Sua posse se dará em 1° de janeiro de 2019, para cumprir um mandato de quatro anos.