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Coluna Albatroz - Edição 1343

Costa Norte
Publicado em 10/07/2015, às 11h12 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h48

- Costa Norte


Guarujá

Clima tenso

O clima estava bastante tenso no início da sessão extraordinária de terça-feira, 7, na Câmara de Guarujá, para ouvir a defesa da prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB). A prefeita alegou que se sentiu cerceada no seu direito de defesa, devido a falta de três testemunhas nas audiências. As testemunhas foram convocadas três vezes pela Comissão Processante e não compareceram.



Escândalo da merenda  

“A quem interessa este julgamento?” Esta foi a indagação da prefeita Maria Antonieta na sessão extraordinária. Ela afirmou ser vítima de uma produção de argumentos feita por um grupo político de oposição e lembrou que a denunciante e ex-presidente do Conselho de Alimentação Escolar (CAE) Elisabeth Barbosa ocupou vários cargos comissionados, e foi presidente do CAE no governo anterior, do ex-prefeito Farid Madi.

Plateia unida



A chefe do Executivo contou com a presença de uma plateia de apoio na sessão extraordinária, tanto na chegada como no encerramento da sessão. As pessoas se manifestaram a favor da prefeita, com aplausos e faixas com dizeres: “Mulheres progressistas em defesa da mulher”. As manifestações foram feitas por representantes do PMDB (partido da prefeita) e, segundo, alguns presentes, também por funcionários comissionados da prefeitura.

Posse I

O presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo no Congresso Nacional (FrenTur), deputado federal Herculano Passos (PSD-SP), prestigiou, na terça-feira, 7, a cerimônia de posse do novo secretário Nacional de Políticas do Turismo (SNPTur), Júnior Coimbra. “Fico muito tranquilo em dizer que o executivo do turismo brasileiro está muito bem representado e, junto conosco, no Congresso Nacional, conseguirão incrementar o turismo brasileiro e aumentar sua competitividade”, afirmou Herculano.



Posse II

Em seu discurso, Coimbra, que já foi deputado estadual em Tocantins, mencionou os desafios que assumirá nessa nova etapa: “Considerando que estamos nos preparando para receber uma Olimpíada, vou ajudar no processo de reposicionamento do turismo dentro da política de governo. Em um ano de ajustes, entendo que o setor pode ser uma das saídas, para superar os desafios atuais do país”. O novo secretário é membro do Conselho Nacional de Turismo e, conforme o ministro Henrique Alves, isso mostra o comprometimento do ministério com o setor.

Bertioga



Conseg

O comandante do 21º B.P.M./I, Rogério Silva Pedro, deve participar da próxima reunião do Conselho Estadual de Segurança Pública de Bertioga (Conseg). O encontro contará também com a presença do secretário municipal de Segurança e Cidadania Eduardo Silveira Bello. A reunião, aberta à comunidade, será realizada na segunda-feira, 13, a partir das 19h30, na rua Professora Diva Fialho Duarte, 346, no Indaiá.

Colar cultural



A criação de um corredor cultural, que integre as nove cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista, foi proposta na terça-feira, 7, pela Câmara Temática de Cultura do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb). O projeto denominado Colar Cultural tem como base a circulação da produção cultural regional, potencializando a troca de experiências entre os nove municípios da RMBS e trazendo ao público um maior conhecimento do panorama cultural da região.

Cubatão

Afonso Schmidt



A Câmara aprovou, em segunda discussão, o projeto de Severino Tarcício (PSB), o Doda, que inclui a obra literária do principal escritor cubatense Afonso Schmidt, no currículo da disciplina de língua portuguesa das escolas públicas municipais da cidade.

Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o atendimento em algumas unidades básicas de saúde (UBS) será ampliado para até as 21 horas. A medida atende parcialmente o requerimento de César da Silva (PDT), apresentado em 17 de março deste ano, em sessão ordinária.



DER

A Comissão Especial de Vereadores (CEV), que cobra melhorias na avenida Tancredo Neves, na Vila dos Pescadores, presidida por Ricardo Queixão (PMDB), recebeu representantes do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) da Regional de Cubatão. Na pauta, a duplicação da via e a construção de ciclovia, que deveriam ser entregues em 2014, mas que, até agora, não foram concluídas.

Brasília



Claudio Coletti

Corda Bamba

Em Brasília, a pergunta que não quer calar é: a presidente Dilma Rousseff terá condições de chegar ao fim do seu segundo mandato, em dezembro de 2018? São além de sombrios os horizontes à sua frente. As possibilidades de ela recolocar o Brasil nos trilhos dão sinais de insuperáveis. A herança maldita do seu primeiro mandato é muito pior do que imaginavam os economistas e cientistas mais pessimistas. O ajuste fiscal está descontrolado. A inflação se aproximando dos 10%, o desemprego crescendo vertiginosamente. Os alimentos básicos já começam a ficar escassos nas mesas das populações de baixa renda. As lideranças do PSDB, na convenção do partido, fizeram declarações apostando na saída breve da presidente Dilma do governo. “Esse grupo político está caminhando a passos largos para a interrupção do mandato”, disse o senador Aécio Neves. O ex-presidente FHC foi duro: “O Brasil foi quebrado pelo PT, pelo lula petismo”. Ante tantas incertezas e previsões pessimistas, os partidos e políticos experientes falam abertamente, que já chegou o momento de se pensar num Brasil sem Dilma.



Como e quem assume

Uma das apostas seria a formação de um governo de “salvação nacional”, sob o comando do vice-presidente Michel Temer.  O ministério seria composto de nomes expressivos da política nacional do empresariado e da sociedade civil. Um desses nomes poderia ser o do senador José Serra,  e até mesmo do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Na noite de segunda-feira, pressionada a renunciar, a presidente Dilma reuniu-se com líderes da base aliada, que ela ainda considera leais. Procura montar uma estratégia para defesa do seu mandato e o seu governo.

Desemprego



Numa tentativa de contornar a onda de desemprego no país, a presidente Dilma editou medida provisória que autoriza as empresas a reduzirem, em até 30%, a jornada de trabalho, e, consequentemente, os salários dos empregados. O governo compensará a queda na renda, por meio de um subsídio de R$ 900,84 - no máximo. Esse valor sairá do Fundo do Amparo do Trabalhador (FAT), o que implicará gastos públicos. Para a indústria automobilística, “esse é um instrumento fundamental para superarmos a crise”. As centrais sindicais apoiam a decisão do governo, já que ela “protege o trabalhador de demissão em massa”. A medida provisória já chegou ao Congresso Nacional, que terá prazo de 60 dias para votá-la.